Uma idosa de 68 anos procurou a polícia após ser vítima de um golpe em que criminosos se passaram por uma advogada e um promotor de justiça para convencê-la de que havia vencido uma ação judicial e receberia R$ 15 mil. O caso foi registrado como fraude eletrônica na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), em Campo Grande (MS).
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Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu ligações de números desconhecidos nos últimos dias. Em um dos contatos, uma mulher se apresentou como advogada e informou que estava participando de uma audiência relacionada a um processo.
Logo depois, a idosa recebeu uma chamada de vídeo de um homem que dizia ser promotor de Justiça. Durante a conversa, ele afirmou que a mulher havia ganhado uma ação judicial e que teria direito a receber uma quantia em dinheiro.
Para dar credibilidade à história, o suspeito enviou uma imagem de um suposto alvará de liberação de pagamento emitido pela Justiça. No documento constava a informação de que a vítima teria R$ 15 mil a receber.
Golpe explorou processo real da vítima
De acordo com o Polícia Civil, a estratégia dos criminosos ganhou força porque a aposentada realmente possui uma ação judicial relacionada à aposentadoria.
Em determinado momento, ela desconfiou da situação ao perceber que o nome da advogada informada pelos suspeitos era diferente da profissional que acompanha seu processo. Ao questionar a situação, recebeu a explicação de que o caso teria sido transferido para outra advogada.
Com a confiança da vítima conquistada, o falso promotor informou que seria necessário realizar um pagamento para que o valor fosse liberado sem a incidência de impostos.

Sem familiaridade com operações bancárias pelo Pix, a mulher passou a seguir as instruções fornecidas pelos golpistas por telefone. Durante a ligação, eles perguntaram quanto dinheiro havia disponível na conta bancária e orientaram a transferência do valor.
Suspeita surgiu após a transferência
Após realizar o Pix e encaminhar o comprovante, a vítima relatou que a ligação foi encerrada imediatamente. Em seguida, ela percebeu que havia sido bloqueada pelos contatos utilizados no golpe e que as mensagens da conversa haviam desaparecido.
A aposentada tentou retomar o contato, mas não conseguiu falar novamente com os supostos representantes da Justiça. Foi então que percebeu ter sido enganada.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, os criminosos utilizaram a imagem e o nome de uma advogada de Campo Grande para tornar a fraude mais convincente. A vítima informou que contestou a transferência junto à instituição financeira. O caso segue sob investigação e autores ainda não foram identificados.