O gabinete do vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita Flávia Moretti (PL) na Câmara Municipal de Várzea Grande, passa por vistoria e perícia na tarde dessa sexta-feira (8), após um dispositivo semelhante a uma escuta ser encontrado na sala dele na casa de leis. Objeto foi entregue a Polícia Civil.
“Hoje meu gabinete estará fechado devido a uma solicitação de perícia, já fizemos boletim de ocorrência, estamos comunicando o Ministério Público para que tome providências, estaremos também comunicando a presidência da Câmara e ficamos estarrecidos, tristes, com tudo que vem acontecendo em nosso município”, disse o parlamentar ao denunciar o caso em rede social.
Conforme o boletim de ocorrência registrado pelo parlamentar na Polícia Civil na quinta-feira (7), Bruno chegou a delegacia acompanhado de um assessor.
Ele contou que estavam retirando uma bandeira do estado de Mato Grosso e de Várzea Grande que ficava pendurada em uma canaleta do aparelho ar-condicionado.
Ao mexer na canaleta, descobriram um aparelho clandestino possivelmente usado para escuta ou captação de áudio.
O objeto estava envolto por fita isolante na cor preta e um microfone pequeno fixado em uma das extremidades. Imediatamente removeram o aparelho do local e buscaram uma unidade policial para registro do caso.
O Primeira Página entrou em contato com a assessoria da Câmara Municipal de Várzea Grande para um posicionamento sobre o ocorrido e quais providências tem sido tomadas diante do fato.
Por meio de nota, a casa de leis informou que o assunto já vinha sendo debatido antes mesmo do objeto ser encontrado no local para garantir maior segurança institucional.
Foi dito ainda que apenas o vereador Bruno e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete, não havendo relatos de arrombamento nas portas de acesso exclusivo do parlamentar, o que afasta, em princípio, a possibilidade de ingresso de terceiros no local sem autorização do próprio vereador ou de seus assessores.
Confira na íntegra.
A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Várzea Grande informa que, no dia 4 de abril, a direção da Casa já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública uma varredura técnica nas dependências do Legislativo para verificação da existência, ou não, de aparelho de escuta clandestina.
A Câmara esclarece que o tema já vinha sendo tratado internamente com seriedade e busca dar andamento aos procedimentos necessários para garantir maior segurança institucional.
Sobre o episódio envolvendo o vereador Bruno Rios, acerca de um suposto aparelho de escuta em seu gabinete, a Câmara informa que não foi comunicada oficialmente sobre o fato, suas circunstâncias, o suposto objeto ou eventuais testemunhas, tendo tomado conhecimento do caso apenas por meio da imprensa.
Também esclarece que, até o presente momento, não há conhecimento de que o vereador Bruno, que é advogado, tenha acionado formalmente a Guarda Municipal ou a Polícia Civil para acompanhamento da cadeia de custódia exigida para preservação das provas e garantia da legalidade da investigação.
Apesar da ausência de comunicação formal por parte do parlamentar, por dever de ofício, a Câmara informa que está adotando medidas para apuração do caso junto à Guarda Municipal e à Polícia Civil, mediante registro de boletim de ocorrência para verificação da veracidade dos fatos, além de reiterar aos órgãos competentes o pedido de varredura técnica em toda a estrutura da Casa de Leis.
A Câmara também solicitou esclarecimentos à Secretaria Administrativa da Casa, que informou que apenas o vereador Bruno e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete, não havendo relatos de arrombamento nas portas de acesso exclusivo do parlamentar, o que afasta, em princípio, a possibilidade de ingresso de terceiros no local sem autorização do próprio vereador ou de seus assessores.
Neste momento, a prioridade é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação que venha a ser conduzida pelas autoridades competentes.
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