Amada por uns, evitada por outros por causa do cheiro marcante, a jaca já é uma fruta que dificilmente passa despercebida. Mas uma moradora de Mato Grosso do Sul conseguiu elevar essa fama a outro nível ao colher um exemplar gigante que chamou a atenção até de especialistas.
Com cerca de 80 centímetros de comprimento e aproximadamente 92 centímetros de circunferência, a fruta cultivada em uma árvore de mais de 40 anos, pela produtora Elma virou destaque no programa +Agro, da TV Morena.
As imagens da jaca impressionam pelo tamanho muito acima do que costuma ser encontrado nos quintais e propriedades rurais.
O que fez a fruta atingir proporções tão extraordinárias?
Segundo o doutor em fruticultura Denilson Guilherme, o fenômeno está longe de ser uma anomalia. Na verdade, o crescimento exagerado pode ser explicado por uma combinação de fatores naturais.
O primeiro deles é a genética da planta. Como a jaca já é naturalmente um fruto grande, algumas árvores conseguem expressar ao máximo esse potencial quando encontram condições favoráveis para o desenvolvimento.
Outro fator importante é a qualidade do solo. Uma planta bem nutrida e cultivada em terreno fértil tem mais energia disponível para produzir frutos maiores e mais pesados.
Além disso, a quantidade de frutos na árvore também influencia diretamente o resultado. Quando há poucas jacas no mesmo pé, a planta concentra açúcares e nutrientes em menos unidades, permitindo que cada uma cresça muito mais.
“A jaca naturalmente é um fruto grande e pode estar expressando seu máximo potencial genético. Provavelmente ela está em um terreno muito fértil e isso favorece essa expressão genética, além disso quando a planta tem poucos frutos, eles tendem a ficar maiores porque os nutrientes não precisam ser divididos entre muitos exemplares”, explicou Denilson Guilherme.
Nesse caso, tudo indica que a jaca gigante é resultado de uma combinação perfeita entre genética, solo fértil e boas condições de desenvolvimento. E, pelo tamanho impressionante, ela já garantiu um lugar de destaque entre as frutas mais curiosas já vistas por quem acompanha o agronegócio sul-mato-grossense.
Confira a entrevista cedida ao +Agro: