O déficit de armazéns para alocar a produção agrícola em Mato Grosso, levou representantes do setor a cobrarem medidas emergenciais do governo do estado. A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) encaminhou um protocolo para o governador Otaviano Pivetta.
No documento, a entidade enfatiza que pedido ocorre em um momento de pressão sobre o setor, causado tanto por problemas logísticos internos quanto por instabilidades no mercado internacional, que têm elevado custos e dificultado o escoamento da produção.
Apesar de Mato Grosso liderar a produção nacional de soja e milho, o estado enfrenta um déficit de armazenagem considerado alto. A estimativa é de que falte capacidade para armazenar cerca de 53,5% da safra 2025/26.
Na prática, isso significa que muitos produtores não conseguem guardar a produção nas próprias propriedades, o que aumenta os custos com transporte, sobrecarrega a logística e reduz a competitividade.
A associação também aponta que fatores externos agravam esse cenário, como tensões geopolíticas e oscilações nos preços de combustíveis e fertilizantes. Com isso, o setor fica ainda mais dependente de uma logística eficiente para manter a produção competitiva.
Entre as propostas apresentadas pela Aprosoja estão:
- redução de impostos sobre máquinas e estruturas de armazenagem;
- revisão de regras que impactam o setor;
- ampliação da infraestrutura de energia no campo, especialmente com acesso à rede trifásica.

O tema já foi discutido inicialmente com o governador Otaviano Pivetta, que sinalizou de forma positiva, principalmente em relação à possibilidade de desonerar itens necessários para ampliar a armazenagem. Agora, a pauta deve avançar para discussões técnicas.
A entidade também defende a abertura de um diálogo mais aprofundado com o governo para buscar soluções estruturais. Para a Aprosoja, o problema deixou de ser apenas econômico e passou a representar um risco à segurança da produção no estado.
Por fim, a associação afirma que está à disposição para colaborar com propostas que ajudem a fortalecer o setor e melhorar as condições para os produtores rurais de Mato Grosso.
O Primeira Página procurou o Governo de Mato Grosso sobre as medidas a serem tomadas a partir do protocolo, entretanto, não houve nenhuma resposta até a publicação da reportagem.
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