Foi inaugurada nesta quinta-feira (23) uma fábrica de costura em penitenciária feminina na unidade Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, Mato Grosso. A iniciativa, realizada em parceria com a Fundação Nova Chance (Funac), prevê a criação de 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, que irão produzir uniformes escolares destinados à rede estadual de ensino.
A reportagem apurou que o projeto recebeu investimento de R$ 6,8 milhões e inclui uma estrutura completa, equipada com 91 máquinas industriais adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (Saap). O espaço contempla áreas para armazenamento de insumos, produção, estoque final, além de refeitório e local de descanso, seguindo padrões de segurança e organização exigidos pelo sistema prisional.
Capacitação e geração de renda
De acordo com a Sejus, 20 internas já foram capacitadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e atuarão como multiplicadoras do conhecimento. Elas serão responsáveis por treinar outras participantes da fábrica de costura em penitenciária feminina, ampliando o alcance do projeto dentro da unidade.
As vagas oferecem jornada diária de oito horas e remuneração conforme prevê a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), que estabelece o direito ao trabalho do preso como forma de reintegração social e redução de pena.
Impacto na ressocialização
Segundo o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, a iniciativa integra uma política pública voltada à transformação do sistema penitenciário. “O trabalho e a qualificação profissional são ferramentas essenciais para oferecer dignidade e preparar essas mulheres para o retorno à sociedade”, afirmou em nota oficial.
A diretora da unidade, Keily Marques, destacou que mais de 50% da população carcerária da penitenciária será beneficiada diretamente. Para ela, a fábrica de costura em penitenciária feminina representa uma mudança de paradigma dentro do sistema prisional, ao priorizar educação e trabalho como instrumentos de reintegração.
Economia e política pública integrada
Além do impacto social, a produção de uniformes escolares pela unidade deve gerar economia aos cofres públicos, segundo dados da própria Sejus. A medida também fortalece a integração entre políticas de educação e segurança pública em Mato Grosso.
- 120 vagas de trabalho remunerado
- 91 máquinas industriais instaladas
- Investimento total de R$ 6,8 milhões
- Produção destinada à rede estadual de ensino
Especialistas em execução penal apontam que iniciativas como essa reduzem a reincidência criminal, ao oferecer qualificação profissional e perspectiva de renda após o cumprimento da pena.
O projeto da fábrica de costura em penitenciária feminina em Cuiabá passa a ser um dos principais exemplos de política de ressocialização no estado. A expectativa do governo é ampliar ações semelhantes em outras unidades prisionais.
Para acompanhar novas iniciativas e impactos no sistema penitenciário, continue seguindo as atualizações.
Reportagem baseada em dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).
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