Estado autoriza R$ 14,5 milhões para custeio da Santa Casa de Rondonópolis

O Governo de Mato Grosso autorizou a transferência de R$ 14.508.898,28 para o custeio dos atendimentos realizados pela Santa Casa de Rondonópolis. Os recursos correspondem às competências dos meses de agosto e setembro e representam um reforço importante para a manutenção dos serviços prestados pela instituição.

O montante equivale a aproximadamente R$ 7,25 milhões por mês e deverá ser transferido por meio do Fundo Municipal de Saúde, responsável pela operacionalização dos recursos destinados ao atendimento realizado pela Santa Casa.

A liberação ganha importância diante da situação financeira enfrentada historicamente pelo hospital, que depende de repasses públicos para manter boa parte dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Santa Casa é uma das principais referências hospitalares de Rondonópolis e da região Sul de Mato Grosso, principalmente nos atendimentos de média e alta complexidade. Por isso, a regularidade dos repasses tem impacto direto na manutenção de serviços, pagamento de despesas e continuidade dos procedimentos oferecidos à população.

A autorização estadual, no entanto, representa uma das etapas do processo. A partir de agora, o acompanhamento deverá se concentrar na efetiva transferência dos R$ 14,5 milhões ao Fundo Municipal de Saúde e, posteriormente, no repasse dos valores à Santa Casa.

Outro ponto que deverá ser acompanhado é a contrapartida assistencial vinculada ao recurso. O volume destinado ao hospital permite verificar quais procedimentos, internações e demais serviços deverão ser garantidos com os recursos e qual será o impacto na capacidade de atendimento.

O secretário municipal de Saúde, Israel Paniago, deverá acompanhar a execução do repasse e o cumprimento das obrigações previstas na relação entre o Município e a instituição.

A liberação também ocorre em um momento de forte pressão sobre o financiamento da saúde. Com mais de R$ 14,5 milhões autorizados para apenas dois meses de custeio, a discussão passa a envolver não apenas a disponibilidade de recursos, mas também quanto efetivamente chega ao hospital e quais resultados esse dinheiro produz no atendimento aos pacientes do SUS.

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