O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca manteve, nessa quarta-feira (24), a prisão preventiva do empresário de Cuiabá Alexandre Franzner Pisetta e não analisou o pedido da defesa que alegava borderline, transtorno bipolar e risco de suicídio para revogar a prisão. Ele foi preso pela Polícia Civil, em dezembro de 2025, após a ex-namorada expor vídeos dela sendo agredida por Alexandre.
Ao decidir, o ministro afirmou que o mesmo pedido já foi feito, em abril deste ano, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Na ocasião, o desembargador Hélio Nishiyama, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, decidiu manter a prisão para proteger a integridade física e psicológica da vítima, diante da gravidade e da prática constante de violência praticada pelo empresário.
A defesa fez dois caminhos diferentes para tentar obter a revogação da prisão preventiva, com pedidos ao Supremo Tribunal e ao Tribunal de Justiça. No entanto, nos dois pedidos usou as mesmas alegações de transtornos mentais e risco ao suicídio e, por isso, o ministro garantiu que não pode analisar o pedido que já foi analisado.
“Desse modo, a tese idêntica não pode ser simultaneamente analisada em impetrações/interposições
posteriores”, disse o ministro na decisão.
O Primeira Página tenta contato com a defesa do empresário.
O caso
Alexandre Franzner foi preso em dezembro de 2025, após a ex-esposa dele denunciar as violências sofridas. Câmera de segurança flagrou o momento em que a jovem, na época com 21 anos, era agredida. Veja vídeo:
A jovem procurou a delegacia, em Cuiabá, com medo do suspeito diante das agressões que já tinha sofrido. Ela contou que, mesmo após o fim do relacionamento e das medidas impostas com base na Lei Maria da Penha, o homem seguia enviando ameaças e ofensas, além de insistir em aproximações indevidas.
Ainda em dezembro do ano passado, ele escreveu uma carta com pedido de perdão. Na carta, Alexandre afirmou que estava arrependido e que não é bandido.

“Nunca imaginei estar preso longe da minha família, sendo chamado de bandido. Eu errei, falei coisas que não devia, num momento de raiva e cabeça quente, mas eu nunca quis machucar ninguém, e muito menos a mulher que eu amo. Eu tô muito arrependido”.
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