O deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) afirmou que a luta pela ampliação da rede de saúde mental em Mato Grosso nasceu de uma experiência pessoal. Durante entrevista ao podcast Política de Primeira, ele contou que uma das filhas enfrentou um quadro severo de depressão, situação que transformou sua visão sobre o tema.
Segundo Avalone, a família demorou a perceber os sinais da doença. Quando identificou o problema, o quadro já estava avançado e exigiu acompanhamento com psicólogos, psiquiatras e medicação. “Graças a Deus eu tinha dinheiro para pagar o tratamento. Mas comecei a pensar nas famílias que passam pela mesma situação e não têm condições financeiras para buscar ajuda”, relatou.
Projeto já atendeu mais de 2 mil pessoas
A experiência motivou a criação do Projeto Escuta, iniciativa coordenada pela filha e pela esposa do parlamentar. Segundo ele, o programa já realizou mais de 2 mil atendimentos gratuitos com apoio de psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais.
Avalone afirmou que a própria filha decidiu tornar pública a experiência nas redes sociais e passou a receber relatos de pessoas enfrentando problemas semelhantes.
“Ela me disse que havia muita gente sofrendo nos bairros de Cuiabá e que não conseguia acesso ao tratamento. Foi aí que decidimos agir”, contou.
Mato Grosso amplia rede de atendimento
Além da atuação social, o deputado disse que levou a discussão para a Assembleia Legislativa por meio da Câmara Setorial Temática da Saúde Mental.
Segundo ele, um diagnóstico realizado em todo o estado apontou a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento e fortalecer os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Avalone afirmou que apresentou ao governador Mauro Mendes um plano de investimentos para a área e que o Estado passou a ampliar o financiamento da rede de atendimento.
“Saúde mental é acolhimento”
Durante a entrevista, o parlamentar defendeu que o tema seja tratado como prioridade nas políticas públicas.
Para ele, o principal desafio é garantir acolhimento e identificar precocemente pessoas em sofrimento psicológico antes que os casos se agravem.
“Enquanto eu for deputado vou continuar nessa luta. A saúde mental deixou de ser apenas uma pauta política e se tornou uma missão de vida para mim e para minha família”, declarou.
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