A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou nesta quarta-feira (26) mais uma rodada de diligências e oitivas para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) no período entre 2019 e 2023, investigações que originaram a Operação Espelho em Mato Grosso.
Os trabalhos em plenário contaram com depoimentos cruciais prestados em sessão reservada, destacando-se a oitiva da ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da pasta, Carolina Campos, na condição de investigada, além do testemunho do ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira.
Depoimentos Relevantes e Remarcação
A defesa do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo apresentou justificativa baseada em compromissos prévios para sua ausência, resultando na remarcação de seu depoimento para o próximo dia 2 de setembro, às 14h, data em que também é aguardada a oitiva do atual secretário Juliano Melo.
- Defesa da Ex-Gestora: Carolina Campos solicitou que sua oitiva ocorresse de forma sigilosa para evitar explorações no cenário eleitoral. Ela relatou ter respondido a 70 questionamentos e apresentado documentos que já constam em apurações do Ministério Público e do Judiciário.
- Escopo de Atuação: A ex-secretária adjunta sustentou que suas atribuições eram estritamente voltadas à gestão dos hospitais regionais, enfatizando que não possuía competência ou responsabilidade direta sobre processos de licitação, compras ou ordenação de pagamentos.
Prorrogação da CPI e Análise de Pausa Eleitoral
Durante a sessão, os parlamentares também debateram um requerimento que sugere a suspensão temporária das atividades da comissão durante o período das eleições. O pedido foi remetido à Procuradoria da CPI para emissão de parecer jurídico conclusivo sobre a legalidade da medida antes de eventual votação em plenário.
Com o aval do plenário da ALMT, o prazo de funcionamento da comissão foi estendido por mais 180 dias. Originalmente concebida para encerrar-se em setembro, a investigação agora segue ativa até 4 de março de 2027, mantendo o escrutínio sobre os contratos e documentos sob suspeita na saúde pública estadual.
Google Notícias
Siga o CenárioMT
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.