como o agro invade a rotina de quem vive na zona urbana sem ser percebido

Às 6h da manhã, a bancária Ester Alencar, de 43 anos, começa mais um dia em Várzea Grande. Enquanto prepara o café da manhã dos filhos, o leite, o pão, as frutas e o café ocupam a mesa. Depois, escolhe uma roupa, pega as chaves do carro e segue para o trabalho. Sem perceber, a rotina já foi atravessada diversas vezes pelo agro.

Os alimentos vieram do campo. A roupa tem algodão. O combustível leva etanol produzido a partir do milho. Até produtos de higiene, cosméticos e medicamentos carregam matérias-primas originadas na agricultura e na pecuária.

Se eu tiver duas opções, vou escolher aquela empresa que mostra preocupação com o meio ambiente, com o social e com quem produz a matéria-prima.

Ester Alencar

Mas, para Ester, essa relação vai além do consumo. Filha de pais que viveram da terra, ela nasceu na cidade, mas diz carregar a roça dentro de casa. “Se eu pudesse, moraria numa fazenda. Gostaria de plantar, colher e vender, não só pelo dinheiro, mas pelo prazer de saber exatamente o que estou produzindo”, conta.

A ligação com o campo vem da infância e, principalmente, da convivência com o pai, hoje com 87 anos, que continua cultivando uma pequena área cedida por um amigo da família, na região da Princesinha do Sol, em Várzea Grande. “Se ele não colocar o pé na terra, parece que falta alguma coisa. Plantar faz parte da vida dele”.

Essa herança aparece em pequenos hábitos do cotidiano. Ester anda descalça na grama sempre que chega em casa, cultiva acerola, limão, cebolinha e outras plantas no quintal e dificilmente joga fora sementes de frutas. “Eu adoro colocar uma semente na terra e ver ela brotando. Tiro foto, mando para a família. Isso me lembra minha infância.”

Ela diz que também passou a observar com mais atenção a origem dos produtos que compra. Prefere alimentos menos processados, procura reduzir o consumo de produtos transgênicos quando encontra alternativas e costuma ler rótulos antes de colocar um item no carrinho. A preocupação também influencia outras escolhas.

Do campo ao guarda-roupa: o algodão produzido no agro faz parte da rotina de Ester.
Do campo ao guarda-roupa: o algodão produzido no agro faz parte da rotina de Ester. Foto: Arquivo pessoal

Quando precisa comprar roupas, procura peças de algodão. Nos cosméticos, valoriza empresas que mantêm relações com pequenos produtores e demonstram compromisso com questões ambientais e sociais. “Se eu tiver duas opções, vou escolher aquela empresa que mostra preocupação com o meio ambiente, com o social e com quem produz a matéria-prima”.

Embora viva em um ambiente urbano, Ester representa uma realidade comum em Mato Grosso: milhares de famílias mantêm uma relação afetiva com o campo, mesmo longe das fazendas. O agro não aparece apenas na economia do estado. Está presente na alimentação, nas roupas, nos combustíveis, nos medicamentos, nos cosméticos e em boa parte dos produtos que fazem parte da rotina diária.

Muito além da fazenda

Enquanto Ester prepara uma sopa usando proteína de soja, veste uma camiseta de algodão ou toma um copo de leite, dificilmente imagina quantas etapas industriais existem até que esses produtos cheguem à casa dela.

Grande parte dos alimentos e matérias-primas produzidos no campo passa por processos de transformação e acaba presente em produtos que fazem parte da rotina de praticamente todos os brasileiros. Em muitos casos, essa presença vai muito além da alimentação.

milho em MT
Milho produzido em Mato Grosso também vira etanol e ajuda a abastecer milhões de veículos nas cidades. – Foto: Marcos Vergueiro /Secom-MT

Um dos melhores exemplos é o milho. Depois da colheita, os grãos passam por processos industriais que dão origem a ingredientes utilizados tanto na cozinha quanto na indústria.

Do milho saem produtos conhecidos, como fubá, farinha, canjica, pipoca, curau, cuscuz, polenta e óleo. Mas o cereal também é transformado em amido, glicose, dextrose e maltodextrina, ingredientes presentes em biscoitos, massas, balas, sorvetes, achocolatados, pudins, molhos, refrigerantes e embutidos, como salsichas, mortadelas e hambúrgueres.

Do tecido ao cocho: quase tudo no algodão é aproveitado

Quando se fala em algodão, a associação mais imediata é com roupas, lençóis e toalhas. A cultura, no entanto, vai muito além da indústria têxtil. Depois da colheita, cada parte segue um caminho diferente e pode se transformar em alimentos, combustível, produtos hospitalares e ingredientes utilizados na criação de animais.

A pluma, parte mais conhecida da planta, abastece a fabricação de camisetas, calças, roupas íntimas, tecidos, toalhas e roupas de cama. As fibras também estão presentes em gazes, curativos, algodão hidrófilo e outros materiais utilizados em hospitais e farmácias.

Mas a cadeia não termina quando a pluma é separada. Desse processo sobra o caroço de algodão, que pode ser fornecido inteiro aos animais ou seguir para unidades industriais, onde passa pela retirada do línter, uma camada de fibras curtas que ainda permanece aderida à semente. Depois, o caroço é prensado para a extração do óleo, utilizado na alimentação e também como matéria-prima para a produção de biodiesel.

O que resta da prensagem também ganha valor. A chamada torta de algodão ainda conserva cerca de 9% de óleo e aproximadamente 30% de proteína bruta. Quando a extração é feita de maneira mais intensa, com a utilização de solventes, o resultado é o farelo, que possui menos óleo e uma concentração proteica maior, em torno de 40%, podendo chegar a 55%, conforme o processamento.

Foi nesse material, que durante muito tempo teve poucas possibilidades de destinação, que a empresária Taniely Almeida enxergou uma oportunidade de negócio. À frente da Sol do Cerrado Commodities, com sede em Mato Grosso, ela passou a atuar na comercialização do caroço de algodão para a pecuária de corte.

Taniely conta que conheceu o uso do produto na alimentação de vacas leiteiras em Minas Gerais e percebeu que a prática poderia ser levada para Mato Grosso, maior produtor brasileiro de algodão e também dono de um dos maiores rebanhos bovinos do país.

“Eu vi uma oportunidade que era muito pouco explorada no mercado. Para os agricultores, o caroço de algodão era um produto que nem tinha destinação. Não existiam os estudos que existem hoje”, lembra.

A empresária passou, então, a aproximar duas cadeias que convivem lado a lado no estado: a cotonicultura, que precisava dar destino ao caroço, e a pecuária, que buscava alternativas para reduzir os custos da alimentação dos animais. O produto pode ser usado inteiro ou transformado em torta e farelo, ingredientes ricos em proteína, fibras e energia empregados na formulação das rações.

Essa utilização ganhou respaldo científico com um estudo divulgado em 2025 pela Embrapa Algodão. Durante um ano, pesquisadores analisaram cerca de 150 estudos para avaliar o uso dos coprodutos na alimentação de bovinos, ovinos, caprinos, aves e suínos. O relatório concluiu que caroço, torta e farelo podem ser alternativas nutricionais e econômicas quando incluídos nas dietas de forma correta e com acompanhamento de especialistas.

A pesquisa aponta que esses produtos podem substituir parcial ou, em determinadas formulações, totalmente ingredientes como farelo de soja e coprodutos do milho, principalmente nas regiões onde há grande produção de algodão. A proximidade entre algodoeiras e fazendas reduz custos de transporte e torna o aproveitamento mais competitivo.

Na pecuária, a torta e o farelo ajudam a fornecer a proteína necessária para o crescimento, o desenvolvimento muscular, o ganho de peso e a produção de leite. A alimentação pode representar cerca de 70% dos custos dos sistemas pecuários intensivos, o que explica a procura por ingredientes que combinem valor nutricional e preço mais acessível.

Além do impacto econômico, o estudo destaca o aspecto ambiental. Ao transformar o caroço em óleo, biodiesel, torta e farelo, a cadeia amplia o aproveitamento da biomassa produzida no campo, reduz o desperdício e diminui a necessidade de utilizar ingredientes que também podem ser destinados diretamente à alimentação humana.

A pecuária segue a mesma lógica.

Além da carne e do leite, o couro é transformado em calçados, bolsas, cintos, estofados e bancos de veículos. O sebo bovino se torna matéria-prima para sabonetes, cosméticos, velas e biodiesel. Já o colágeno está presente em medicamentos, cápsulas farmacêuticas, alimentos e produtos de beleza.

Aproveitamento bovino

Da vaca, quase tudo é aproveitado

Além da carne e do leite, diferentes partes do animal dão origem a produtos presentes na alimentação, na indústria, na saúde, na agricultura e até nos combustíveis.

🥛

Leite Queijos, manteiga, iogurte, doces e outros derivados.

🥩

Carne Cortes, alimentos processados e outros produtos alimentícios.

👞

Couro e pele Calçados, bolsas, roupas, móveis e revestimentos.

🧼

Gordura e sebo Sabões, velas, cosméticos, cremes e biodiesel.

💊

Gelatina e colágeno Alimentos, cápsulas, cosméticos e produtos de saúde.

🦴

Ossos Gelatina, farinha, fertilizantes, carvão e artesanato.

🪮

Pelos Escovas, filtros, feltros, tecidos e materiais isolantes.

🩸

Sangue Ingredientes industriais, fertilizantes e materiais de pesquisa.

🐂

Cascos e chifres Adesivos, plásticos, fertilizantes, pentes e artesanato.

🧪

Órgãos internos Insumos para medicamentos, enzimas e materiais de pesquisa.

🌱

Esterco Adubo orgânico e nutrientes usados na produção agrícola.

Energia Sebo para biodiesel e resíduos para produção de biogás.

🏭

Uso industrial Componentes usados em adesivos, tintas, lubrificantes, detergentes, borracha, plásticos e outros produtos.

🐄

A arte reúne exemplos de produtos e subprodutos obtidos da cadeia bovina.

É justamente essa conexão invisível que Ester procura observar sempre que faz compras. “Eu gosto de saber de onde aquilo veio. Quando tenho duas opções, procuro escolher empresas que respeitam o meio ambiente, valorizam os pequenos produtores e demonstram responsabilidade social”.

Produção de etanol

Mato Grosso se consolidou como o maior produtor brasileiro de etanol de milho. Na safra 2024/25, mais de 13,9 milhões de toneladas de milho foram destinadas às usinas, que produziram mais de 5,6 bilhões de litros de etanol. Hoje, o estado concentra 12 usinas em operação, outras em construção e novos projetos em desenvolvimento, ampliando a capacidade industrial e agregando valor ao grão produzido no campo.

Produzido a partir do milho, o etanol é um dos principais exemplos de como o agro movimenta a economia e chega ao dia a dia dos brasileiros.
Produzido a partir do milho, o etanol é um dos principais exemplos de como o agro movimenta a economia e chega ao dia a dia dos brasileiros. – Foto: Divulgação

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Cuiabá possui o menor preço médio do etanol entre todas as capitais brasileiras, com o litro vendido, em média, a R$ 3,73.

A cadeia do etanol também movimenta a economia de Mato Grosso. O setor emprega mais de 147 mil pessoas no estado e arrecadou mais de R$ 833 milhões em ICMS apenas em 2025, segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT). Além do combustível, as usinas produzem óleo de milho e coprodutos destinados à alimentação animal.

O ciclo do milho

Do campo à mobilidade

Da plantação ao combustível: o milho move milhões de veículos

Muito além da alimentação, o milho se transforma em etanol e abastece veículos, mostrando como o campo também move a rotina das cidades.

13,9 milhões de toneladas de milho foram destinadas ao etanol na safra 2024/25.

5,6 bilhões de litros de etanol foram produzidos em Mato Grosso em 2025.

32% é a proporção de etanol anidro misturada à gasolina no Brasil.

Fontes: ANP, Imea e dados estaduais.

Quem abastece o carro dificilmente imagina que o mesmo milho que produz o etanol também ajuda a produzir a carne que chega ao supermercado. Em Mato Grosso, o grão percorre um caminho que passa pela indústria, retorna às fazendas e volta à mesa dos consumidores, formando uma cadeia em que praticamente nada é desperdiçado.

 o milho é transformado em etanol, óleo de milho e coprodutos destinados à alimentação animal.
Nas usinas, o milho é transformado em etanol, óleo de milho e coprodutos destinados à alimentação animal. – Foto: TV Centro América

Nas usinas, o milho é transformado em etanol, óleo de milho e coprodutos destinados à alimentação animal. Entre eles está o DDGS, ingrediente rico em proteína, energia e fibras utilizado na dieta de bovinos, suínos, aves e peixes. “O DDGS é praticamente uma concentração do milho. Nele ficam concentradas proteínas, fibras, extrato etéreo, além de micro e macronutrientes essenciais para o desenvolvimento dos animais”, explica Rafael Verruck, diretor de trading de mercado interno da Inpasa.

Usina da Inpasa transforma o milho em etanol, óleo e coprodutos usados na alimentação animal.
Usina da Inpasa transforma o milho em etanol, óleo e coprodutos usados na alimentação animal. – Foto: Inpasa

Segundo ele, esse aproveitamento mostra como um único grão consegue abastecer diferentes setores ao mesmo tempo. Enquanto uma parte movimenta carros e caminhões na forma de combustível, outra retorna ao campo como alimento para os rebanhos. “O produtor consegue substituir parte do milho e do farelo de soja por um único produto, simplificando a formulação da dieta e aumentando a eficiência da produção”, afirma.

É justamente nessa etapa que o agro volta a encontrar a cidade. O gado alimentado com esses coprodutos abastecerá frigoríficos, supermercados, açougues e restaurantes. O mesmo milho que ajudou a mover um veículo também participa da produção da carne, do leite e de diversos alimentos consumidos diariamente por quem vive nos centros urbanos.

O produtor rural Eusébio Zonta utiliza há cerca de dez anos o DDG na alimentação do rebanho. - Foto: TV Centro América
O produtor rural Eusébio Zonta utiliza há cerca de dez anos o DDG na alimentação do rebanho. – Foto: TV Centro América

Na fazenda do produtor rural Eusébio Zonta, esse ciclo acontece todos os dias. Há cerca de dez anos, ele utiliza o DDG na alimentação do rebanho e diz que o produto mudou a rotina do confinamento. Além de chegar pronto para uso, reduz etapas no preparo da ração e melhora o desempenho dos animais. “Quando o animal ganha peso mais rápido, ele permanece menos tempo na baia. Isso significa girar o capital mais rapidamente e produzir mais animais no mesmo período”, explica.

Para Zonta, a mudança vai além da produtividade. Ela representa uma nova lógica de aproveitamento do milho, em que o grão deixa de gerar apenas combustível e passa a integrar uma cadeia capaz de produzir energia, alimentos e proteína animal. É um ciclo que começa na lavoura, passa pela indústria, retorna às fazendas e termina, muitas vezes sem que o consumidor perceba, na mesa de quem vive na cidade.

O agro também está dentro do carro

A relação entre o agronegócio e os veículos vai muito além do combustível. Segundo o instrutor de cursos da área automotiva do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Várzea Grande, Elivelton Oliveira, matérias-primas produzidas no campo estão presentes em diversos componentes dos automóveis modernos, muitos deles invisíveis para quem dirige.

Além do etanol misturado à gasolina ou utilizado nos veículos flex, peças internas também carregam origem agrícola. Espumas de bancos podem ser produzidas com óleo de mamona; painéis, forros e revestimentos utilizam fibras vegetais, como coco e sisal; tecidos internos levam algodão; pneus e mangueiras utilizam borracha natural extraída do látex; e até lubrificantes biodegradáveis são fabricados com óleos vegetais, como soja, mamona e girassol.

“Se desmontarmos um carro moderno, vamos encontrar o agro em vários lugares. Está no combustível, na borracha dos pneus, na espuma dos bancos, em plásticos produzidos a partir de fibras vegetais, nos revestimentos de couro e até em lubrificantes feitos com matérias-primas renováveis”, explica.

Segundo o instrutor, algumas montadoras já substituem derivados do petróleo por materiais de origem vegetal em componentes internos dos veículos. Há plásticos produzidos com fibras da cana-de-açúcar, do coco e outras matérias-primas agrícolas, além de isolamentos térmicos fabricados com fibras vegetais.

O avanço dos biocombustíveis também mudou a relação dos brasileiros com o abastecimento. Atualmente, toda a gasolina comercializada no país contém 32% de etanol anidro, o que significa que mesmo os veículos abastecidos exclusivamente com gasolina utilizam uma parcela de combustível produzida a partir da agricultura.

No caso dos veículos flex, a presença do agro é ainda mais evidente. O motorista pode abastecer com etanol hidratado ou gasolina em qualquer proporção. Segundo Elivelton, o etanol oferece maior potência ao motor por possuir octanagem mais elevada, mas apresenta consumo cerca de 30% a 35% maior em relação à gasolina, motivo pelo qual muitos consumidores fazem a conhecida conta antes de abastecer.

“O etanol é menos eficiente em rendimento por litro, mas costuma compensar pelo preço. É justamente essa relação entre custo e consumo que o motorista avalia na hora de escolher o combustível”, afirma.

A revolução silenciosa do campo

O agro que você não vê

Do rótulo para a fazenda: o que esses nomes realmente significam?

Quando você lê a lista de ingredientes de um alimento, cosmético ou medicamento, dificilmente imagina que muitos daqueles nomes técnicos nasceram no campo.

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Veja a origem de ingredientes comuns nos rótulos e entenda como milho, soja, mandioca, cana-de-açúcar e produtos da pecuária chegam aos itens usados diariamente.

No rótulo O que é Origem mais comum Onde aparece
Maltodextrina Carboidrato usado para fornecer energia e ajudar na textura. Milho Achocolatados, bebidas esportivas, sorvetes, suplementos e biscoitos.
Dextrose Açúcar simples obtido a partir do amido. Milho Balas, pães, bebidas, medicamentos e suplementos.
Amido modificado Amido transformado para melhorar a textura, a consistência e a estabilidade dos produtos. Milho, mandioca ou batata Molhos, sopas, embutidos e alimentos congelados.
Lecitina Emulsificante que ajuda a misturar ingredientes como água e gordura. Soja Chocolates, margarinas, maioneses, biscoitos e sorvetes.
Gelatina Proteína produzida a partir do colágeno animal. Bovinos ou suínos Balas, sobremesas, cápsulas de medicamentos e suplementos.
Colágeno Proteína estrutural presente nos tecidos dos animais. Pecuária Cosméticos, suplementos, alimentos e medicamentos.
Glicerina ou glicerol Substância usada para reter umidade e ajudar na hidratação. Óleos vegetais ou sebo animal Cremes, sabonetes, pasta de dente, xampus e medicamentos.
Ácido cítrico Regulador de acidez usado também para conservar e estabilizar produtos. Fermentação de açúcares agrícolas Refrigerantes, sucos, doces, cosméticos e medicamentos.
Xarope de glicose Adoçante que também ajuda na textura e na conservação. Milho Balas, biscoitos, sorvetes, bolos e bebidas.
Proteína texturizada Proteína vegetal processada para adquirir textura semelhante à de outros alimentos. Soja Hambúrgueres vegetais, recheios, almôndegas e alimentos industrializados.

Maltodextrina

O que é Carboidrato usado para fornecer energia e ajudar na textura.

Origem mais comum Milho

Onde aparece Achocolatados, bebidas esportivas, sorvetes, suplementos e biscoitos.

Dextrose

O que é Açúcar simples obtido a partir do amido.

Origem mais comum Milho

Onde aparece Balas, pães, bebidas, medicamentos e suplementos.

Amido modificado

O que é Amido transformado para melhorar textura, consistência e estabilidade.

Origem mais comum Milho, mandioca ou batata

Onde aparece Molhos, sopas, embutidos e alimentos congelados.

Lecitina

O que é Emulsificante que ajuda a misturar água e gordura.

Origem mais comum Soja

Onde aparece Chocolates, margarinas, maioneses, biscoitos e sorvetes.

Gelatina

O que é Proteína produzida a partir do colágeno animal.

Origem mais comum Bovinos ou suínos

Onde aparece Balas, sobremesas, cápsulas de medicamentos e suplementos.

Colágeno

O que é Proteína estrutural presente nos tecidos dos animais.

Origem mais comum Pecuária

Onde aparece Cosméticos, suplementos, alimentos e medicamentos.

Glicerina ou glicerol

O que é Substância usada para reter umidade e ajudar na hidratação.

Origem mais comum Óleos vegetais ou sebo animal

Onde aparece Cremes, sabonetes, pasta de dente, xampus e medicamentos.

Ácido cítrico

O que é Regulador de acidez usado para conservar e estabilizar produtos.

Origem mais comum Fermentação de açúcares agrícolas

Onde aparece Refrigerantes, sucos, doces, cosméticos e medicamentos.

Xarope de glicose

O que é Adoçante que também ajuda na textura e na conservação.

Origem mais comum Milho

Onde aparece Balas, biscoitos, sorvetes, bolos e bebidas.

Proteína texturizada

O que é Proteína vegetal processada para adquirir textura semelhante à de outros alimentos.

Origem mais comum Soja

Onde aparece Hambúrgueres vegetais, recheios, almôndegas e alimentos industrializados.

Os ingredientes podem ter mais de uma origem. A matéria-prima utilizada varia conforme o fabricante, o produto e o processo industrial.

Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que a agricultura brasileira passa por uma transformação impulsionada pela ciência e pela inovação. Antes concentrado na produção de alimentos e fibras, o setor amplia sua participação em áreas como energia renovável, saúde, química verde e bioeconomia, fornecendo matérias-primas para uma indústria cada vez mais diversificada.

Na avaliação da instituição, o desafio dos próximos anos será desenvolver tecnologias capazes de agregar valor aos recursos produzidos no campo, transformando produtos de origem vegetal e animal em novos materiais, combustíveis, medicamentos e insumos industriais.

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