A colheita do milho de segunda safra em Mato Grosso entrou na reta final e já alcança 96,77% da área cultivada no estado. O avanço de 6,11 pontos percentuais na última semana de julho mantém os trabalhos à frente do registrado no mesmo período da safra passada, quando o índice era de 96,38%.
Os números do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta sexta-feira (31), mostram que a maior parte das regiões produtoras já praticamente encerrou a retirada dos grãos.
O Médio-Norte lidera o avanço, com 99,67% da área colhida, seguido pelas regiões Norte (99,47%), Nordeste (98,75%) e Noroeste (98,01%). No outro extremo, a região Sudeste segue com o menor percentual, alcançando 85,61% da área colhida, embora tenha registrado o maior avanço semanal, de 18,02 pontos percentuais.
A expectativa é que a colheita seja concluída entre a primeira e a segunda semana de agosto. Com a chegada da reta final, a tendência é de desaceleração dos trabalhos, já que muitos produtores optam por aguardar a redução da umidade dos grãos antes da colheita, estratégia que facilita o armazenamento e melhora as condições de conservação da produção.
Produção pode bater recorde
Além do avanço da colheita, o cenário também é positivo em relação à produção. O Imea mantém a projeção de uma safra histórica de 57,06 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26, volume 2,92% superior ao registrado na safra anterior.
O resultado é sustentado pela combinação entre expansão da área cultivada e produtividade recorde. A estimativa é de rendimento médio de 128,64 sacas por hectare, o maior já registrado em Mato Grosso. Segundo o Imea, o desempenho é consequência das condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento da cultura na maior parte das regiões produtoras.
Com isso, Mato Grosso segue consolidando sua posição como o maior produtor de milho do Brasil e caminha para encerrar mais uma safra com resultados históricos.
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