CGE e PGE lançam cartilha e alertam servidores sobre limites no uso de redes sociais e IA nas Eleições 2026

A proximidade do calendário de votação e a necessidade de blindar a máquina pública contra o uso eleitoreiro de novas tecnologias digitais mobilizaram os órgãos de controle do estado. Servidores públicos, terceirizados, estagiários e demais agentes da administração estadual devem redobrar os cuidados com o ambiente digital, pois o uso de redes sociais e IA exige atenção dos servidores no período eleitoral que se inicia em 4 de julho. A determinação consta na nova cartilha lançada em conjunto pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT).

O manual estabelece os limites legais para condutas virtuais e o uso de ferramentas de inteligência artificial durante o pleito de 2026 em Mato Grosso.

Uso de redes sociais e IA exige atenção dos servidores no período eleitoral fora do expediente

Segundo o material de orientação oficial, os agentes públicos mantêm o direito de exercer suas prerrogativas políticas e manifestar apoio a candidatos em seus perfis pessoais nas redes sociais. No entanto, a legislação eleitoral determina de forma taxativa que essas manifestações ocorram obrigatoriamente fora do horário de expediente, sem qualquer tipo de utilização de recursos ou computadores públicos e sem vincular o cargo ou a função exercida à propaganda política. O objetivo central das regras é assegurar a neutralidade da administração pública e evitar o desvio de finalidade.

A cartilha deixa claro que o direito à livre manifestação política permanece assegurado pela Constituição Federal, mas precisa respeitar os critérios da Justiça Eleitoral para não configurar abuso do poder político ou propaganda irregular. A fiscalização abrange também as plataformas de troca de mensagens instantâneas, como WhatsApp e Telegram, impondo restrições severas ao uso de dados internos para fins de campanha de candidatos.

As principais condutas vedadas aos servidores digitais reúnem:

  • Dispositivos Estatais: Proibição de utilizar celulares ou computadores institucionais para propaganda;
  • Mensagens Políticas: Vedado o envio de conteúdos de campanha durante a jornada de trabalho regulamentar;
  • Bancos de Dados: Proibido usar listas de contatos obtidas em razão do cargo para fins eleitorais;
  • Estrutura de Portais: Proibição absoluta de veicular candidaturas em sites e intranets do governo;
  • Desinformação com IA: Vedada a criação ou compartilhamento de conteúdos falsos ou manipulados (deepfakes).

Restrições no WhatsApp e veto a deepfakes buscam combater a desinformação em 2026

O avanço acelerado das tecnologias digitais transformou o uso de inteligência artificial em um dos temas mais fiscalizados nas eleições de 2026. A cartilha da CGE e PGE detalha que os mecanismos de IA podem ser aplicados para finalidades legítimas de campanha, como otimização de materiais e edição de artes. Contudo, a legislação veda severamente a difusão de áudios ou vídeos manipulados (como os deepfakes) capazes de enganar o eleitorado ou destruir a reputação de concorrentes.

O descumprimento das diretrizes traz consequências graves nas esferas administrativa, civil e eleitoral. Dependendo da gravidade da conduta apurada, o agente público estará sujeito a multas financeiras pesadas, abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), demissão do cargo, cassação do registro da candidatura beneficiada e até a declaração de inelegibilidade. Especialistas apontam que o rigor visa garantir a igualdade de condições entre os concorrentes ao longo deste ano de 2026.

Manual de Conduta Digital Eleitoral Diretrizes e Prazos Oficiais (2026)
Órgãos Emissores da Cartilha CGE-MT e PGE-MT
Início das Restrições Legais 4 de julho de 2026
Foco Regulatório Tecnológico Redes Sociais, WhatsApp, Telegram e Inteligência Artificial
Condição para Postagens Pessoais Fora do expediente e sem uso de aparelhos do Estado
Sanções Previstas na Legislação Multas, demissão por PAD e inelegibilidade política

As determinações conjuntas da CGE e da PGE jogam luz sobre o imenso desafio enfrentado pela Justiça Eleitoral para conter o uso abusivo da máquina pública na era dos algoritmos e do impulsionamento pago em Mato Grosso, evidenciando que a facilidade de criar e disparar conteúdos com inteligência artificial exige um monitoramento permanente das corregedorias para impedir que servidores utilizem o tempo pago pelo contribuinte ou os bancos de dados do Estado para inflar candidaturas aliadas, embora líderes de sindicatos lembrem constantemente que as regras institucionais não podem se transformar em ferramentas de censura ou perseguição ideológica contra o funcionalismo fora de suas rotinas de trabalho, demonstrando com total nitidez que a linha entre a liberdade de expressão individual e o crime eleitoral exige bom senso e vigilância técnica redobrada ao longo deste ano de 2026. Você considera que as punições para servidores públicos que utilizam sistemas de inteligência artificial e computadores do governo para difamar adversários políticos deveriam resultar em demissão imediata e automática do serviço público, ou acredita que a aplicação de multas financeiras e suspensões temporárias já é suficiente para coibir os excessos no ambiente digital? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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