Um relatório inicial, produzido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), aponta que a queda da aeronave que matou piloto e pesquisadora aconteceu por perda de controle durante o voo. O caso ocorreu no dia 3 de julho, na área rural de Campo Grande.
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Uma das principais hipóteses investigadas pela Polícia Civil é que a forte neblina registrada no momento da queda, tenha provocado a desorientação espacial do piloto. Na aeronave estavam Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Möcklinghoff.
Ainda conforme o relatório, o avião decolou do Aeroporto Estância Santa Maria, em Campo Grande, e tinha como destino o Aeródromo Fazenda Barranco Alto, em Aquidauana. Somente as duas vítimas estavam a bordo da aeronave.
Não há previsão, até o momento, para a conclusão da investigação sobre o acidente. O avião, fabricado em 1983, ficou completamente destruído.
“A suspeita inicial é que em razão do mau tempo foi o que provocou essa queda, só que a gente precisa seguir nos levantamentos. Vai precisar ser analisada a parte mecânica da aeronave […] Na hora que as buscas começaram pelo Corpo de Bombeiros estava muita cerração, então é possível que no momento do início do voo estava uma condição pior ainda”, afirmou o delegado.

O acidente
As primeiras informações divulgadas apontam que o piloto decolou nas primeiras horas do dia, em um momento em que Campo Grande estava encoberta por neblina. Logo após a decolagem, Henrique tentou voltar à pista devido à falta de visibilidade, mas não conseguiu. Funcionários de um hangar da região ouviram uma explosão e acionaram o Corpo de Bombeiros.
O avião bimotor pertencia à Amapil, empresa de táxi aéreo, e era pilotado por Henrique Martim.
