Cavalo testa positivo para raiva animal e 139 propriedades rurais de MT serão notificadas; entenda

Um caso de raiva animal foi confirmado em uma propriedade rural de Rondonópolis (MT), a cerca de cinco quilômetros da região da Gleba Rio Vermelho. Um dos cavalos da fazenda testou positivo para a doença. Ao todo, 139 propriedades serão notificadas para que os produtores realizem a vacinação e reforcem a proteção dos animais contra a doença.

Confirmação de raiva em um cavalo levou o Indea a percorrer propriedades próximas na região da Gleba Rio Vermelho, em Rondonópolis. – Foto: Reprodução

Após a confirmação, equipes do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) começaram a percorrer propriedades localizadas em um raio de cinco quilômetros do local onde o caso foi registrado.

A raiva pode ser transmitida pela mordida de morcegos infectados e também pode atingir os seres humanos. Por isso, a orientação é que o produtor evite o contato direto com animais que apresentem sinais suspeitos.

Entre os sintomas que podem indicar a doença estão dificuldade para andar, salivação excessiva e mudança de comportamento. Ao identificar um animal com esses sinais, o produtor deve evitar o contato direto e comunicar o Indea.

O que causa a raiva?

Segundo informações do Ministério da Saúde, a raiva é uma doença grave causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que afeta mamíferos, incluindo pessoas. Ela provoca inflamação no cérebro e, se não for tratada a tempo, quase sempre leva à morte.

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais.

O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças.

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Ao todo, 139 propriedades de MT serão notificadas para reforçar a vacinação e a proteção dos animais. – Foto: Reprodução

O período de incubação está relacionado à localização, extensão e profundidade da mordedura, arranhadura, lambedura ou tipo de contato com a saliva do animal infectado; da proximidade da porta de entrada com o cérebro e troncos nervosos; concentração de partículas virais inoculadas e cepa viral.

Nos cães e gatos, a eliminação de vírus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre 5 e 7 dias após a apresentação dos sintomas.

Não se sabe ao certo qual o período de transmissibilidade do vírus em animais silvestres. Entretanto, sabe-se que os quirópteros (morcegos) podem albergar o vírus por longo período, sem sintomatologia aparente.

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