O caso do cachorro Tedy, que sofreu graves queimaduras durante um banho em um pet shop em Cuiabá (MT), acendeu um alerta sobre a segurança destes estabelecimentos e a necessidade dos tutores dos animais redobrarem os cuidados ao escolherem serviços de banho, tosa e estética animal.
Diante da gravidade do ocorrido, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT) orienta que os responsáveis pelos animais exijam transparência dos estabelecimentos. A principal recomendação é verificar se o local possui um Responsável Técnico (RT) médico veterinário a serviço.
“A presença do médico veterinário é fundamental para orientar as equipes, prevenir intercorrências e garantir que os animais sejam manejados com segurança, responsabilidade e respeito ao bem-estar. Casos como este reforçam a importância de protocolos claros e da atuação técnica nos estabelecimentos que lidam diretamente com animais”, afirmou o presidente do CRMV-MT, Aruaque Lotufo.
🐶🐱
Manejo seguro dos pets
Garantia de cuidados corretos e seguros com cães e gatos no dia a dia.
💨⚠️
Prevenção de acidentes
Fiscalização do uso correto de sopradores e secadoras.
🩺🔍
Identificação de sinais clínicos
Observação de doenças, estresse e possíveis lesões prévias nos animais.
🚫🐾
Proteção e bem-estar animal
Aplicação de medidas rigorosas para evitar fugas e maus-tratos.
Fiscalização de pet shops
Segundo a Resolução Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV – nº 878/2008), os estabelecimentos que atuam exclusivamente com estética animal, banho e tosa não são obrigados a se registrar como empresa no conselho de classe.
No entanto, eles são obrigados a comprovar que contam com um médico veterinário RT. Esse contrato deve ser registrado no CRMV local, e o estabelecimento precisa manter uma placa visível ao público com o nome e o número de registro do profissional.
Além disso, as empresas devem cumprir as normas da Vigilância Sanitária municipal, que incluem alvará de funcionamento, higiene e manejo adequado de produtos químicos.
🩺
Placa de Responsabilidade Técnica
Verifique se o nome do médico veterinário responsável está visível na recepção.
👀
Transparência no serviço
Observe se o local permite visualizar a área de banho e secagem, por vidros ou câmeras.
🚨
Protocolo de emergência
Pergunte quais medidas são adotadas caso o animal passe mal ou sofra um acidente.
🧼
Higiene e estrutura
Observe se gaiolas, canis e equipamentos aparentam estar limpos, organizados e seguros.
Como denunciar maus-tratos a animais?
Caso suspeite de negligência, maus-tratos ou exercício irregular da profissão veterinária dentro de pet shops, o responsável pelo animal deve registrar uma denúncia imediatamente. Em Mato Grosso, os canais competentes são a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), a Polícia Militar (190) e o Disque-Denúncia (181).
O caso Tedy
De acordo com a tutora do cãozinho, Tedy, de 6 anos, sofreu queimaduras de segundo grau durante um atendimento de banho e tosa em um estabelecimento no bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá. A suspeita é de que o cão tenha sido esquecido dentro de uma máquina de secagem.
O caso aconteceu na última quarta-feira (13) e, segundo a tutora, o animal segue internado em uma clínica veterinária, sem previsão de alta.
O pet shop investigado funcionava de forma irregular desde 2021, segundo informou o delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação.
A proprietária do estabelecimento, uma mulher de 45 anos, se apresentou na delegacia, acompanhada de advogado, na quarta-feira (20). Ela chegou a ser presa, mas foi solta horas depois após pagar fiança no valor de R$ 4,8 mil, que equivale a três salários mínimos.
O caso está sob investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) por maus-tratos e omissão de cautela na guarda de animais.
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