Carne de MT rende até 40% mais quando vai para a Europa

A China continua sendo o maior destino da carne bovina produzida em Mato Grosso, mas quem realmente paga mais pelo produto é a Europa. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que os mercados europeus remuneram a carne do estado em valores até 40% superiores aos pagos pelos chineses.

No primeiro semestre de 2026, a União Europeia desembolsou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense. Já os demais países da Europa pagaram, em média, US$ 6.667 por tonelada. Em comparação, a China pagou US$ 4.745 por tonelada, uma diferença que chega a 40%.

Europa paga até 40% mais pela carne bovina de Mato Grosso do que a China, embora o país asiático siga como principal comprador da produção estadual. – Foto: Imac/Divulgação

Os números mostram que, embora absorva um volume menor de exportações, o mercado europeu agrega mais valor ao produto mato-grossense, principalmente pelas exigências relacionadas à qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento.

Ainda assim, a China segue como o principal parceiro comercial da pecuária do estado. Somente no primeiro semestre deste ano, o país respondeu por 55,2% de toda a carne bovina exportada por Mato Grosso.

Além dos preços pagos, outro indicador reforça a atratividade do mercado europeu. O Índice de Atratividade das Exportações, elaborado pelo Imea, compara o valor pago pelos compradores internacionais com o preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso.

Maior valor

Demais países da Europa

US$ 6.667

por tonelada

40% acima da China

União Europeia

US$ 6.390

por tonelada

34,7% acima da China

China

US$ 4.745

por tonelada

Principal compradora em volume

55,2%

da carne bovina exportada por Mato Grosso no primeiro semestre de 2026 teve a China como destino.

Índice de Atratividade das Exportações

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países europeus, com 98,59. A China aparece com 74,37, atrás também do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47).

Na prática, quanto maior o índice, maior é o retorno econômico obtido pela cadeia produtiva com a exportação da carne.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o avanço da carne de Mato Grosso em mercados mais exigentes mostra que os produtores estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade e rastreabilidade. Segundo ele, diversificar os destinos das exportações fortalece a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.

  1. O erro grave que quase todo mundo comete ao descongelar carne

  2. Cota da China trava exportações e leva frigoríficos de MS a dar férias coletivas e reduzir abates

  3. Governo chama de ‘inaceitável’ nova exigência da União Europeia para exportação de carnes

  4. Exigências sanitárias para carne brasileira não serão flexibilizadas, diz embaixador

  5. Cota da China para carne bovina pode causar perda de US$ 4 bilhões ao Brasil

  6. Tarifaço dos EUA assusta, mas Mato Grosso do Sul escapa dos maiores impactos

  7. Começa a valer tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros; veja itens afetados

  8. Como a cota da China afeta as exportações de carne do Brasil

  9. Cesta básica fecha julho em queda, mas ainda custa R$ 843 em Cuiabá

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia