As instituições financeiras devem começar a liberar, ainda nesta terça-feira (5), o acesso ao sistema de renegociação de dívidas do Novo Desenrola Brasil. A previsão foi confirmada pela Federação Brasileira de Bancos, após a publicação das regras do programa pelo Ministério da Fazenda, que ocorreu apenas na tarde de hoje.
Segundo a entidade, os bancos já estão em estágio avançado de preparação e aptos a operar a plataforma, aguardando apenas a formalização dos normativos para a liberação completa do sistema. A expectativa é que a infraestrutura do Fundo Garantidor de Operações esteja disponível ainda hoje (5), permitindo o registro das operações de renegociação.
“O Ministério da Fazenda comunicou à Febraban que a previsão é de que a liberação da infraestrutura do FGO, para registro das operações, ocorrerá ainda hoje. A Febraban reitera seu compromisso de que, no prazo de adesão, todos os clientes elegíveis terão a oportunidade de renegociar suas dívidas nas condições do Novo Desenrola”, disse a Federação por meio de nota.
Sobre o programa
O Novo Desenrola Brasil é uma iniciativa de abrangência nacional, com potencial para renegociar até R$ 100 bilhões em dívidas e beneficiar cerca de 27 milhões de brasileiros inadimplentes. De acordo com a Febraban, parte das instituições já iniciou a oferta de condições de repactuação, enquanto outras estão recebendo pedidos de clientes interessados em aderir ao programa.
A implementação, no entanto, deve ocorrer de forma gradual, considerando a complexidade operacional e a dimensão da iniciativa. Nos bastidores, o setor financeiro mobilizou equipes técnicas e multidisciplinares para integrar sistemas internos às estruturas do fundo garantidor, responsável por viabilizar as operações com maior segurança.
Testes realizados no último fim de semana apontaram que a maioria das conexões com o sistema foi bem-sucedida, apesar de intercorrências pontuais consideradas normais em projetos desse porte. Os ajustes feitos a partir desses testes devem contribuir para um lançamento mais estável e ágil.
O programa foi construído em parceria entre o governo federal e o setor financeiro, incluindo a participação da Febraban, com definição de critérios como faixas de desconto, prazos e taxas de juros. A proposta busca equilibrar o alcance social da medida com a viabilidade econômica das operações.
Ainda restam etapas formais para o funcionamento integral do sistema, como a realização de assembleia do FGO e a publicação de edital e ajustes regimentais. Mesmo assim, a Febraban afirma que todos os clientes elegíveis terão a oportunidade de renegociar suas dívidas durante o período de adesão ao programa.
A entidade também reforçou o compromisso de colaborar com o governo para garantir o sucesso da iniciativa, considerada estratégica para a recuperação financeira de milhões de brasileiros.
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