Uma ação de inclusão social realizada na Arena Pantanal levou pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e mais de 100 crianças de projeto social para assistir ao jogo da Seleção Brasileira Feminina, no último sábado (11), em Cuiabá, conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). A iniciativa, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), buscou ampliar o acesso ao lazer com estrutura adaptada e acolhimento especializado.
De acordo com a Setasc, cinco participantes sorteados foram atendidos pelo Camarote dos Autistas, cada um com direito a dois acompanhantes, em um espaço preparado para reduzir estímulos sensoriais e garantir segurança. Conforme apurado, o atendimento incluiu acompanhamento desde o agendamento até o término da partida, com foco em acessibilidade e inclusão.
Inclusão e políticas públicas na Arena Pantanal
A ação ocorreu na Mato Grosso e integra políticas públicas voltadas à inclusão social e cidadania. A mãe de um dos participantes, Juliane Aline Costa Campos, relatou à equipe organizadora que a experiência representou um avanço no acesso a espaços públicos para famílias com crianças autistas.
Segundo especialistas e diretrizes do Ministério da Saúde, ambientes adaptados são fundamentais para pessoas com TEA, pois reduzem sobrecarga sensorial e promovem participação social. A iniciativa também reforça a importância da Carteira de Identificação do Autista (CIA), documento previsto em legislação federal que assegura prioridade em atendimentos e maior reconhecimento da condição.
Projeto social amplia alcance entre jovens
Além do público atendido no camarote, mais de 100 crianças e adolescentes do projeto Grêmio Recreativo Esportivo Rotam participaram da ação. O projeto, desenvolvido pela Polícia Militar, atende gratuitamente cerca de 300 jovens entre 6 e 17 anos, com atividades esportivas e educativas ao longo da semana.
Segundo a coordenação do projeto, muitos dos participantes estiveram pela primeira vez em um estádio de futebol. A experiência, conforme avaliação dos organizadores, contribui para o desenvolvimento social, fortalecimento da autoestima e ampliação de perspectivas entre jovens em situação de vulnerabilidade.
Esporte como ferramenta de transformação
- Promoção de inclusão social por meio do lazer;
- Redução de exposição a situações de risco;
- Estímulo à disciplina e convivência coletiva;
- Ampliação de oportunidades educacionais e culturais.
As atividades do projeto incluem treinos regulares, jogos amistosos e participação em competições, alinhadas a estratégias de prevenção à violência e promoção da cidadania, conforme diretrizes da segurança pública estadual.
A ação na Arena Pantanal reforça o papel do esporte como instrumento de inclusão e evidencia a importância de políticas públicas integradas para garantir acesso ao lazer, especialmente entre públicos historicamente excluídos.
Reportagem baseada em informações oficiais da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).
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