Uma coleta de amostras de água foi realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) nesta quarta-feira (22) no Córrego do Arthur, em Mirassol d’Oeste (MT), após o local ser contaminado por produtos químicos na semana passada.
Há suspeitas de que, na área, operava um sistema de saneamento clandestino, com despejo irregular de resíduos sólidos e líquidos na rede de drenagem pluvial.
Na última sexta-feira (17), durante vistoria, equipes da Sema identificaram o descarte de materiais oriundos de serviços de “limpa-fossa”, o que agravou a situação ambiental no local.
Segundo a secretaria, o material coletado foi encaminhado para análise em laboratório e o resultado deve subsidiar a adoção de medidas dentro de um Plano de Contenção de Riscos Hídricos. A iniciativa tem caráter preventivo e busca identificar, avaliar e gerenciar riscos em toda a cadeia de abastecimento de água, desde a captação até o consumidor, com o objetivo de minimizar contaminações, garantir a qualidade e assegurar a disponibilidade hídrica.
Entre os parâmetros que serão analisados estão a presença de matéria orgânica em excesso, coliformes e outros indicadores que podem confirmar a poluição do curso d’água.
O prazo para conclusão das análises é de até duas semanas.
A Sema alerta que a contaminação pode gerar efeitos em cadeia, atingindo o Rio Jauru e a bacia do Rio Paraguai, com impactos diretos na biodiversidade e na saúde pública da região.
Situação de emergência
O prefeito de Mirassol d’Oeste (MT), Hector Alvares Bezerra, decretou situação de emergência no dia 17 de abril, após o despejo de resíduos químicos em um córrego próximo à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
O decreto classifica o episódio como desastre ambiental, conforme normas federais, e tem validade inicial de 180 dias. A medida permite a adoção de ações emergenciais, como mobilização de órgãos públicos, convocação de voluntários e dispensa de licitação para contratação de serviços voltados à contenção e recuperação da área afetada.
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