Agro cria quase 23 mil vagas em um mês e assume 2º lugar na geração de empregos

O agronegócio voltou a ganhar força no mercado formal de trabalho brasileiro e encerrou junho como o segundo setor que mais gerou empregos no país, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A agropecuária se manteve entre os três setores com maior geração de emprego nos seis primeiros meses do ano. – Foto: Reprodução

A agropecuária registrou 111.801 admissões e 91.903 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 22.898 vagas formais no mês. O desempenho representa um avanço significativo em relação a maio, quando o setor havia contabilizado 116.781 admissões, 105.654 desligamentos e saldo de 11.127 empregos, ocupando a terceira colocação entre os segmentos da economia.

Com o resultado de junho, o agro ultrapassou a construção civil e ficou atrás apenas do setor de serviços, que liderou a geração de empregos com 74.514 novas vagas.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, a agropecuária soma 40.853 novos postos de trabalho formais.

MT registra mais de 4 mil novas vagas no agro

Em Mato Grosso, a agropecuária manteve o ritmo de crescimento e fechou junho com 11.363 admissões e 7.235 desligamentos, gerando saldo positivo de 4.128 empregos formais.

O resultado acompanha um cenário de forte demanda por trabalhadores no campo. Levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com a Famato e o Senar-MT, mostra que 62,62% dos produtores rurais relatam alta dificuldade para contratar novos funcionários.

Segundo a pesquisa, a principal necessidade das propriedades está na contratação de operadores de máquinas, função citada por 63,77% dos produtores que buscam mão de obra, seguida por trabalhadores para serviços gerais (38,65%) e técnicos agrícolas (14,25%).

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Segundo a pesquisa sobre mão de obra, as vagas para operador de máquinas agrícolas é uma das mais buscadas por produtores. – Foto: Reprodução

O estudo também revela que 69,16% dos produtores apontam a falta de qualificação técnica como o principal entrave para contratar trabalhadores, seguida da incompatibilidade entre o perfil dos candidatos e as exigências das vagas (23,37%).

A pesquisa ouviu 415 produtores rurais distribuídos em 87 municípios de Mato Grosso, com o objetivo de mapear o perfil da mão de obra agrícola e os principais desafios enfrentados pelo setor.

Cenário nacional

No cenário nacional, o Brasil criou 145.161 empregos com carteira assinada em junho, alcançando 921.645 novas vagas entre janeiro e junho. Nos últimos 12 meses, o saldo chega a 963.921 empregos, elevando o estoque de vínculos formais para 48 milhões de trabalhadores.

Entre os cinco grandes setores da economia, todos apresentaram saldo positivo em junho. Além dos serviços e da agropecuária, o comércio abriu 19.177 vagas, a indústria 14.438 e a construção civil 14.136.

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