Em meio à crise política no Paraguai, a Câmara dos Deputados rejeitou a denúncia que poderia levar ao julgamento político do vice-presidente Pedro Alliana, que assume a presidência do país.
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Santiago Peña renuncia à Presidência do Paraguai após escândalo envolvendo banco digital Ueno
A proposta recebeu 30 votos favoráveis e 48 contrários, mas não alcançou o apoio de dois terços dos parlamentares presentes, exigido pela Constituição do país. A votação ocorreu após a renúncia oficial do presidente, que alterou o cenário da sucessão no Poder Executivo.
A decisão ocorreu em meio a uma crise política e financeira no país, após o presidente Santiago Peña anunciar sua renúncia. No mesmo dia, os deputados aprovaram por unanimidade, com 78 votos, a abertura do processo de impeachment contra Peña, em uma votação realizada em sessão extraordinária.
Confira o pronunciamento publicado por Santiago Peña:
Crise teve origem em colapso de banco digital
A turbulência política começou após o banco digital Ueno suspender suas atividades, deixando milhares de clientes sem acesso aos próprios recursos financeiros.
O caso provocou forte reação da população e da oposição, que passou a questionar a atuação das autoridades responsáveis pela fiscalização do sistema bancário.
A situação ganhou contornos ainda mais delicados devido à ligação de Santiago Peña com o grupo controlador da instituição financeira.

O presidente foi acionista do banco antes de assumir o cargo, o que alimentou acusações de conflito de interesses e levantou suspeitas sobre a atuação do Banco Central do Paraguai. A oposição sustenta que houve omissão diante de possíveis irregularidades envolvendo a instituição.
Quem é Pedro Alliana?
O vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, integrante do Partido Colorado, a mesma legenda do agora ex-presidente, assume a presidência do Paraguai.
Natural de Pilar, no departamento de Ñeembucú, Alliana é casado, pai de quatro filhos e figura influente na política paraguaia. Em abril deste ano, ele anunciou sua pré-candidatura à Presidência para as eleições de 2028, contando com o apoio público de Peña e do ex-presidente Horacio Cartes.
