Reeleito para comandar a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) pelos próximos três anos, o prefeito de Colíder (MT), Emerson Máximo, conhecido como Maninho, defendeu a ampliação dos repasses do Governo de Mato Grosso às prefeituras, diante das dificuldades financeiras enfrentadas por parte dos municípios. A entidade quer aumentar os R$ 172 milhões destinados neste ano à manutenção de estradas municipais.
A eleição da nova diretoria da AMM, para o período de 2027 a 2029, foi concluída na quarta-feira (28), após mais de um mês de suspensão por decisão judicial. Maninho foi reeleito por unanimidade, com 111 votos de prefeitos.
Em entrevista à rádio Centro América FM, nesta sexta-feira (30), o presidente afirmou que uma das prioridades do novo mandato será negociar com o Governo do Estado a ampliação dos recursos do Fundo Municipal de Transporte, utilizado pelas prefeituras para a manutenção de estradas não pavimentadas.
Segundo Maninho, Mato Grosso possui mais de 30 mil quilômetros de estradas, além de pontes e bueiros que precisam de manutenção. Ele destacou que os recursos são necessários para garantir o transporte da produção agropecuária, o deslocamento de estudantes e o atendimento à população.
“O desafio nosso é aumentar o repasse desse fundo para os prefeitos, para os prefeitos darem melhores condições nas estradas e também apresentarem bons projetos para que os municípios possam vir ao governo do estado ou ao governo federal conveniar com o governo para poder fazer essas demandas aí de estradas também e pavimentando aí as estradas que ainda não têm pavimentação, levantando, cascalhando as estradas municipais, estradas estaduais que não são pavimentadas”, afirmou.

Dificuldades financeiras nas prefeituras
Maninho também reconheceu que parte dos municípios enfrenta dificuldades financeiras, principalmente devido à baixa capacidade de arrecadação própria.
Segundo ele, a situação varia entre as cidades, independentemente da localização ou do tamanho. O presidente afirmou que a AMM busca articulação com o Governo do Estado para garantir apoio financeiro às prefeituras, especialmente na área da saúde.
Outro ponto de preocupação é a reforma tributária. A AMM estima que as mudanças possam provocar um impacto negativo de R$ 5 bilhões por ano nas contas dos municípios mato-grossenses.
Maninho explicou que a preocupação está relacionada aos novos critérios de distribuição da arrecadação, que consideram fatores como população e consumo. Para ele, Mato Grosso pode ser prejudicado por possuir um território extenso e uma população relativamente pequena.
Como medida de preparação, a associação realizou mais de 12 encontros e seminários para orientar servidores municipais sobre as mudanças tributárias e a necessidade de fortalecer a arrecadação própria, incluindo a cobrança de IPTU e ISS.
Transferência de estradas estaduais
Maninho também comentou a proposta do Governo de Mato Grosso de transferir aos municípios a responsabilidade pela manutenção de trechos de rodovias estaduais, principalmente os que ainda não são pavimentados.
Segundo o presidente da AMM, a medida deverá ser acompanhada de repasses financeiros para que as prefeituras consigam assumir os serviços sem comprometer ainda mais seus orçamentos.
Os recursos poderão ser transferidos diretamente aos municípios ou por meio de consórcios intermunicipais. A proposta também prevê a possibilidade de ampliar a disponibilização de maquinários às prefeituras.
Além da manutenção das estradas, Maninho afirmou que pretende fortalecer a estrutura técnica da AMM para ampliar a elaboração de projetos de infraestrutura, incluindo pavimentação urbana, construção de pontes, escolas, creches e unidades de saúde.
O presidente também destacou a modernização da entidade e o fortalecimento da agricultura familiar como prioridades para o mandato que começa em 2027.

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