O Colégio ABC e a Federação Escolar de Esportes de Mato Grosso do Sul (FEEMS) se manifestaram sobre o episódio envolvendo um árbitro, de 55 anos, que teria entrado armado durante uma partida de futsal da categoria sub-12, realizada no sábado (26), em Campo Grande.
Em nota, o Colégio ABC afirmou que lamenta e repudia o episódio. A instituição explicou que o ginásio foi cedido à organização AGE, responsável pela realização da competição, seguindo uma prática de disponibilização das instalações para eventos promovidos por terceiros.
Segundo o colégio, a organização informou que determinou o afastamento do árbitro envolvido e adotou medidas preventivas para as próximas partidas. Entre as ações estão a realização dos jogos sem a presença de torcida e a restrição de acesso ao ginásio durante as partidas.
O Colégio ABC afirmou ainda que não compactua com condutas que possam colocar em risco a integridade física ou emocional das pessoas e que continuará acompanhando a apuração dos fatos.
Federação disse que não organiza competição
Também em nota, a FEEMS esclareceu que não é responsável pela organização da 2ª Copa ABC de Futsal. Segundo a entidade, a organização geral do evento, o controle de acesso, a segurança e a condução operacional são de responsabilidade da equipe organizadora.
A federação também se manifestou sobre a conduta atribuída ao árbitro. Conforme a nota, eventuais atitudes adotadas pelo profissional na condição de integrante do setor de segurança pública são de responsabilidade pessoal e profissional dele e não representam orientação ou posicionamento da FEEMS.
A entidade afirmou ser contrária a qualquer forma de violência, ameaça, agressão ou comportamento incompatível com os princípios do esporte escolar.
Apuração
A FEEMS informou que está analisando o relatório apresentado pela equipe de arbitragem e acompanhando o Boletim de Ocorrência registrado em decorrência do episódio.
Após analisar as informações e documentos relacionados ao caso, a federação afirmou que vai avaliar a necessidade de adoção de eventuais medidas e decisões cabíveis.
A entidade reforçou ainda que situações que possam comprometer a segurança ou envolver conflitos devem ser comunicadas imediatamente à organização do evento e, quando necessário, às equipes de segurança ou policiamento competentes.
O caso ocorreu durante uma partida da categoria sub-12, que reúne crianças e adolescentes, e gerou repercussão entre os envolvidos na competição.
Árbitro armado na partida
As imagens da transmissão do jogo mostram uma confusão próxima à entrada do ginásio. Em determinado momento, o árbitro corre em direção ao vestiário e retorna portando uma arma de fogo, sendo contido por outra pessoa antes que a situação se agravasse.
Segundo relatos registrados na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Centro), representantes e testemunhas de uma das equipes afirmaram que o desentendimento teve início após reclamações de torcedores sobre decisões da arbitragem, especialmente relacionadas à marcação de um pênalti.
As testemunhas disseram que as críticas eram direcionadas ao trabalho da arbitragem e que não houve ofensas pessoais contra o árbitro. Ainda conforme o boletim, ele teria reagido com insultos aos pais presentes, além de chamá-los para brigar e fazer gestos que simulavam socos.
Na sequência, o árbitro sacou a arma nas proximidades das crianças. De acordo com o registro policial, um dos pais conseguiu contê-lo, enquanto outras pessoas deixaram o local temendo possíveis disparos.