Mais de 200 porcos são saqueados e abatidos após tombamento de carreta na BR-070 em Várzea Grande

Mais de 200 porcos foram saqueados na última segunda-feira (7) após o tombamento de uma carreta no km 516 da BR-070, em Mato Grosso. De acordo com o proprietário do veículo, Cleomar Roque Lavall, cerca de 220 animais foram levados por populares, sendo que parte da carga acabou sendo abatida diretamente no local do acidente, situado em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá.

Registros em vídeo feitos logo após o tombamento evidenciam dezenas de pessoas cercando o veículo de carga e removendo animais vivos e mortos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) estima que aproximadamente 300 pessoas tenham se envolvido na ação de saque.

Violência no Local e Dificuldade de Intervenção

Conforme relatos repassados ao portal g1, o dono da carga informou que alguns participantes utilizaram ferramentas como lixadeiras para romper as grades de proteção da carreta, além do emprego de facões e machados para o saque e o abate dos animais:

  • Presença de Vulneráveis: O superintendente da PRF em Mato Grosso, Arthur Nogueira, destacou que havia inclusive idosos e pessoas com crianças de colo no meio da multidão reunida à margem da rodovia.
  • Impossibilidade de Uso de Força: Embora a Polícia Militar tenha sido acionada para dar apoio, a alta concentração de populares impediu uma intervenção enérgica, visto que o uso de instrumentos de dispersão, como bombas de gás, poderia ferir inocentes.

Prejuízo Financeiro e Impasse sobre a Sinalização

O proprietário lamentou o episódio e destacou que apenas a cabine do veículo possuía seguro, resultando em um prejuízo estimado em R$ 80 mil devido à perda total da carga de suínos, que havia saído de Itiquira com destino a Brasiléia, no Acre.

Enquanto a transportadora aguardava o laudo da PRF para formalizar o boletim de ocorrência por furto, o motorista — que sofreu uma lesão no ombro e foi liberado após atendimento no Pronto-socorro de Várzea Grande — alegou que o tombamento ocorreu devido a um trecho de obras sem sinalização ao sair de um posto de combustíveis. Em contrapartida, a concessionária Nova Rota do Oeste contestou a versão, assegurando que o trecho contava com a sinalização regulamentar.

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