A combinação singular de paisagens continentais, riqueza arqueológica, ancestralidade indígena e relatos de fenômenos aéreos não identificados colocou o território de Mato Grosso em evidência na mídia especializada internacional.
O estado estampou a capa da edição da publicação britânica Phenomenas Magazine, em um artigo de seis páginas assinado pelo pesquisador Ataíde Ferreira, morador de Várzea Grande e presidente da Associação Mato-Grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP).
Sob o título traduzido de “Ufoturismo em Mato Grosso – Do mito ao mapa: quando os mistérios se tornam destinos”, o estudo detalha a transição das lendas locais para a consolidação de itinerários turísticos que atrem curiosos e especialistas do mundo todo.
Paralelo global e o ecossistema do misticismo
A publicação inglesa traça um comparativo direto entre os destinos mato-grossenses e polos globais já consolidados na rota do turismo ufológico, a exemplo de Roswell (Estados Unidos), Hessdalen (Noruega) e San Clemente (Chile).
Diferente de abordagens sensacionalistas, a análise trata as narrativas não como verdades absolutas, mas como patrimônio imaterial e vetor de identidade cultural.
Regiões emblemáticas como a Serra do Roncador e Chapada dos Guimarães aparecem como epicentros de um ecossistema que conecta ecoturismo, misticismo e preservação histórica.
O legado do ‘discoporto’ de Barra do Garças
Um dos pontos de maior repercussão na imprensa do Reino Unido é a história do famoso aeródromo de discos voadores em Barra do Garças.
- Origem da lei: Promulgada em setembro de 1995 pelo então prefeito Valdon Varjão, a legislação municipal reservou uma área simbólica para o pouso de naves extraterrestres na Serra Azul.
- Impacto econômico: O que nasceu como uma proposição exótica transformou-se em uma jogada de marketing territorial, atraindo cobertura mediática internacional e mantendo o fluxo contínuo de visitantes até hoje.
- Projeção de imagem: A iniciativa provou que traços folclóricos e histórias regionais podem ser convertidos em ativos de desenvolvimento para o turismo e a economia local.
Ao unir ciência, folclore e paisagens exuberantes, Mato Grosso demonstra que a mística regional é mais do que curiosidade: é um motor econômico capaz de impulsionar o turismo sustentável, preservar a memória local e projetar a diversidade do estado para os quatro cantos do planeta.
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