Brasil pode precisar de mais produtores de mel se consumo continuar crescendo

As oportunidades da apicultura e da meliponicultura em Mato Grosso do Sul foram tema do podcast Agro de Primeira, apresentado por Edevaldo Nascimento, com participação de Marcos José Wolf, biólogo, especialista em apicultura e meliponicultura e supervisor de campo do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Apicultura do Senar/MS.

Segundo o especialista, a criação de abelhas pode ser uma alternativa para complementar a renda ou até se tornar a principal atividade da propriedade rural.

“Ele pode estar começando com cinco caixas, 10 caixas e expandindo aos poucos”, afirmou.

Produção vai além do mel

Durante a entrevista, Marcos destacou que a atividade não se limita à venda de mel. Os produtores também podem comercializar cera, própolis, pólen, rainhas, enxames e até prestar serviços de polinização para lavouras e pomares.

Além disso, a presença das abelhas contribui para o aumento da produtividade de diversas culturas agrícolas, gerando benefícios para todo o sistema produtivo.

“É possível praticar apicultura nômade, que a gente chama de apicultura migratória”, explicou.

Com baixo investimento, produção de mel pode virar principal renda da propriedade. (Foto: Ilustração)

Abelhas sem ferrão ganham espaço

O especialista também falou sobre a meliponicultura, atividade voltada à criação de abelhas sem ferrão, que vem crescendo tanto no meio rural quanto em áreas urbanas.

Espécies como jataí, mandaçaia e mandaguari produzem méis diferenciados e valorizados pelo mercado gourmet. Apesar da menor produção em comparação às abelhas africanizadas, o produto costuma alcançar preços mais altos devido à raridade e às características únicas de sabor.

Atividade exige planejamento e capacitação, mas permite começar pequeno e crescer gradualmente com boa rentabilidade. (Foto: Ilustração)
Atividade exige planejamento e capacitação, mas permite começar pequeno e crescer gradualmente com boa rentabilidade. (Foto: Ilustração)

Marcos ressaltou que o sucesso na atividade depende de planejamento, capacitação e acompanhamento técnico. Com mercado em expansão e diversas possibilidades de comercialização, a produção de mel segue como uma opção para diversificar a renda e fortalecer a agricultura familiar em Mato Grosso do Sul.

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