Cantor condenado tem 3º pedido negado pela Justiça Eleitoral para disputar eleição em MT

O bacharel em direito e cantor católico Maurício Campos Teixeira, condenado por violação sexual mediante fraude, tentou pela terceira vez disputar uma vaga de deputado estadual por Mato Grosso nas eleições de 2026, mas teve o pedido negado novamente. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (19) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

Maurício pediu à Justiça que retirasse a suspensão dos direitos políticos provocada pela condenação e permitisse a candidatura dele pelo Partido Liberal (PL). Ele também solicitou que seu nome fosse incluído na lista de candidatos escolhidos pelo partido.

Maurício Campos Teixeira tentou pela terceira vez obter autorização para disputar uma vaga de deputado estadual em MT, mas teve o pedido negado. – Foto: Reprodução

A juíza Juliana Maria da Paixão Araújo negou o pedido porque o mesmo assunto já havia sido analisado anteriormente. Segundo a decisão, Maurício apresentou três ações para tentar conseguir autorização para disputar a eleição.

Terceira tentativa

O primeiro pedido foi apresentado em 22 de julho e acabou negado porque Maurício não indicou corretamente quem teria impedido sua candidatura, não apresentou os documentos necessários e não comprovou estar filiado a um partido.

Ele voltou a procurar a Justiça no início de agosto, mas também não conseguiu autorização. Na ocasião, o TRE-MT advertiu o cantor sobre a repetição de pedidos com o mesmo objetivo.

Nesta terceira tentativa, a Justiça constatou novamente que ele não comprovou ter filiação partidária válida. Esse é um dos requisitos obrigatórios para concorrer a um cargo eletivo.

Condenação impede candidatura

Maurício alegou que havia sido condenado apenas ao pagamento de multa e que isso não deveria suspender seus direitos políticos.

A Justiça, porém, afirmou que ele ainda cumpre pena por violação sexual mediante fraude, crime previsto no artigo 215 do Código Penal. A condenação também o torna inelegível por oito anos após o término da pena.

Enquanto estiver cumprindo a condenação, Maurício não pode votar nem concorrer nas eleições. Com a nova negativa, o processo será encerrado e arquivado.

O Primeira Página tenta localizar a defesa de Maurício.

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