A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou a prisão de Katani Bocardi na madrugada desta sexta-feira (31) de julho de 2026, no Aeroporto Internacional Marechal Cândido Rondon, situado em Várzea Grande. Alvo de investigações no âmbito da Operação Replay, ela foi detida imediatamente após desembarcar no estado, retornando de uma viagem internacional a Paris, na França.
De acordo com os detalhes repassados pelas autoridades policiais, Katani passou a ser monitorada de perto pela Polícia Federal desde o seu desembarque em solo brasileiro, em São Paulo. A prisão efetiva foi executada por equipes da Polícia Civil assim que o voo comercial pousou em território mato-grossense.
Alvos da Operação Replay e núcleo financeiro
Conforme informado pela corporação, a Operação Replay foi deflagrada na última quinta-feira (30) com o objetivo principal de desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa especializada em crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. A ação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpriu mandados judiciais de prisão e busca em Cuiabá, Várzea Grande, nos municípios catarinenses de Balneário Camboriú e Itapema, além do Rio de Janeiro.
Segundo o delegado Vitor Hugo Caetano, o marido de Katani, Emerson Ferreira Lima — amplamente conhecido pelo apelido de “Gordão” —, também foi capturado durante a ofensiva policial. A investigação aponta que ele exercia uma atribuição estratégica na estrutura financeira da organização criminosa, atuando em estreita colaboração com Paulo Witer Paelo Farias, o “W.T.”, apontado pelas forças de segurança como o tesoureiro geral da facção.
A Polícia Civil destacou ainda que, mesmo custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), “W.T.” continuava a comandar operações financeiras ilícitas, a aquisição de bens de alto valor e a ocultação de patrimônio com o auxílio de telefones celulares apreendidos na unidade prisional.
Balanço de prisões e bloqueio patrimonial
Além de “Gordão”, a operação resultou na prisão de outros alvos apontados pela polícia, como a advogada Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar (conhecido como “Soldado”) e o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva (o “Brunninho”). O detento “W.T.” também teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido em seu desfavor na penitenciária.
No total, a Operação Replay contabilizou sete prisões, sendo cinco alvos que estavam em liberdade e dois que já se encontravam reclusos no sistema penitenciário. As medidas cautelares patrimoniais decretadas pela Justiça resultaram no sequestro de cerca de R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, além do bloqueio judicial de R$ 18 milhões em ativos financeiros. Conforme a Polícia Civil, a Operação Replay constitui um desdobramento das investigações anteriores batizadas como Operação Apito Final, Fair Play e Tempo Extra.
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