Carga de ouro avaliada em R$ 120 milhões é apreendida em jatinho de empresário brasileiro

A Força Especial de Combate ao Crime (FELCC) da Bolívia apreendeu uma carga de ouro avaliada em mais de R$ 120 milhões em um avião de um empresário brasileiro.

Autoridades da Bolívia interceptaram um jatinho particular transportando 189 quilos do metal precioso no Aeroporto Internacional Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra. O destino final da carga seria Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Jatinho de empresário brasileiro onde foram apreendidos 189 kg de ouro. (Foto: DTV 8.1/Reprodução)

A aeronave, de prefixo PS-ZRZ, pertence ao empresário Valdir José Zorzo, proprietário do Grupo Dallas, com atuação em Mato Grosso do Sul. O caso foi divulgado oficialmente pelo órgão de aduanas boliviano nesta terça-feira (28).

Conforme as autoridades bolivianas, o ouro foi encontrado durante uma operação de fiscalização da Força Especial de Combate ao Crime (FELCC). Ainda não foram divulgados detalhes sobre a origem do carregamento nem sobre quem estava a bordo no momento da apreensão.

Em nota, o Grupo Dallas informou que o jatinho é de propriedade particular de Valdir José Zorzo e afirmou que o empresário não estava na aeronave, não autorizou o voo e desconhecia qualquer transporte de carga.

“A aeronave PS-ZRZ é de propriedade particular do empresário Valdir José Zorzo. O proprietário não se encontrava a bordo, tampouco autorizou a realização do referido voo ou qualquer operação relacionada ao transporte de cargas”, informou a empresa.

Segundo a polícia boliviana, um homem foi preso enquanto tentava embarcar no avião com quatro malas carregadas com a carga de ouro. A reportagem apurou que a aeronave ficou retida na Bolívia para perícia e depois retornou ao Brasil.

Ouro apreendido na Bolívia

Malas onde o ouro estava sendo transportado. (Foto: Red Uno de Bolivia/Reprodução)
Malas onde o ouro estava sendo transportado. (Foto: Red Uno de Bolivia/Reprodução)

A apreensão foi realizada no dia 22 de julho, quando fiscais de plantão da administração aduaneira do aeroporto identificaram que passageiros de um jatinho transportavam o ouro em quatro malas. Durante a inspeção, a equipe constatou que eles não tinham autorização para exportação, descumprindo as normas do Sistema Único de Modernização Aduaneira (SUMA).

Um técnico do Sistema Nacional de Informações sobre Comercialização e Exportações Minerais (Senarecom), órgão que controla a atividade na Bolívia, confirmou que o formulário de exportação apresentado pelos suspeitos era inválido.

O caso foi enviado à Navegação Aérea e Aeroportos Bolivianos (Naabol) e à polícia, que realizou a apreensão do metal. As autoridades não informaram para qual unidade policial os suspeitos foram levados, e a apreensão segue em investigação na Bolívia.

O que diz o empresário

Procurado pela reportagem, o Grupo Dallas afirmou que o empresário Valdir José Zorzo tomou conhecimento da apreensão do ouro por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna dos fatos.

Segundo a empresa, a aeronave não foi apreendida e está em solo brasileiro. Leia a nota na íntegra:

“Diante das publicações que mencionam o Sr. Valdir José Zorzo e o Grupo Dallas, esclarecemos: A aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial. Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer prática em desacordo com as leis vigentes. A informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão. O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior.

O Sr. Valdir Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos. Em respeito ao sigilo das investigações em curso, o Grupo Dallas se posicionará em momento oportuno”.

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