A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros assustou o mercado, mas terá um impacto quase nulo no bolso dos produtores de Mato Grosso.
Um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado (Fiemt) revelou que 93,85% das exportações mato-grossenses estão blindadas e não vão pagar o imposto extra.
O segredo está na lista de exceções liberada pelo governo norte-americano, que poupou os principais motores da economia do estado.
Os números da blindagem em Mato Grosso
Dos 209 milhões de dólares que Mato Grosso faturou vendendo para os EUA em 2026, a divisão do impacto ficou assim:
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Livre de impostos: 196 milhões de dólares (o equivalente ao topo da produção estadual).
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Na mira da taxação: Apenas 13 milhões de dólares (6,09% do total exportado).
Os produtos que lideram os embarques para a América do Norte — como carne bovina, ouro, madeira serrada e madeira beneficiada — continuam entrando no mercado norte-americano sem nenhuma cobrança adicional, salvando o setor florestal e a pecuária local de uma crise.
Quem vai sentir o bolso? (E qual é o plano B)
A fatia que acabou sendo atingida pela nova tarifa americana está concentrada basicamente em dois subprodutos específicos:
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Sebo bovino (responsável por 11 milhões de dólares do montante taxado).
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Gelatinas e derivados (perto de 2 milhões de dólares).
A saída para o mercado: Embora os EUA sejam grandes compradores desses dois itens, a Fiemt destaca que o estado não está de mãos atadas.
A indústria local possui parceiros comerciais consolidados em países como Alemanha, Países Baixos, Bélgica, Reino Unido, Argentina, México e Austrália.
Caso os americanos reduzam os pedidos por causa do imposto, o excedente pode ser facilmente redirecionado para esses mercados.
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