A Praça Alencastro, no coração de Cuiabá, virou o ponto de encontro oficial de quem não abre mão de comida fresca e preço justo.
Mesmo com uma estrutura temporariamente menor nesta terça-feira (14) — já que parte dos expositores se dividiu para participar também da 58ª Expoagro —, a Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar manteve o ritmo e atraiu centenas de consumidores.
O projeto, que já conta com 50 feirantes cadastrados, acontece semanalmente em dois dias: às terças e aos sábados, sempre das 7h às 17h. A proposta é eliminar os atravessadores, conectando quem produz no campo diretamente com quem consome na cidade.
Clientes fiéis madrugam para garantir o estoque
Para quem frequenta, a feira virou sinônimo de saúde e economia. A qualidade dos hortifrútis é o que mais chama a atenção de quem passa pelo Centro.
“Hoje mesmo levantei cedo e disse ao meu esposo: ‘Vamos cedo à feira para pegarmos a verdura bem fresca’. Além de tudo ser mais natural, o preço é muito mais em conta”, conta a aposentada Cecília de Jesus.
Para o também aposentado João Bosco Bicudo, a feira resolve um problema de logística urbana. “Encontramos tudo com tranquilidade. Ter a feira no Centro facilita muito para quem mora em bairros que não têm supermercados grandes por perto”, avalia.
Mudança de ponto impulsiona as vendas
Se os clientes comemoram a economia, os pequenos produtores celebram a oportunidade de negócio. A mudança recente dos estandes para uma área mais próxima ao terminal de ônibus da praça foi o empurrão que faltava para o faturamento crescer.
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Bolo no pote: Cláudia Santos, que vende bolos em fatias, sentiu o reflexo imediato no bolso. “No começo o movimento não estava muito bom, mas, depois que a gente mudou de local perto do fluxo de transporte, tudo mudou. Foi excelente”, comemora.
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Da terra para a sacola: O agricultor José Zarque da Cruz, produtor de frutas e legumes, destaca a fidelização do público. “A procura está muito boa. O melhor é voltar na feira seguinte e encontrar os mesmos clientes elogiando o que compraram na semana anterior.”
Vitrine que gera encomendas
Muito além do dinheiro que entra no caixa durante as dez horas de feira, o evento funciona como um cartão de visitas para os empreendedores locais.
De acordo com o coordenador da feira, Luís Alberto Rodrigues Leite, o espaço virou um gerador de negócios de longo prazo. “Muitos consumidores vêm, conhecem o trabalho e fazem encomendas para buscar nas edições seguintes. Isso tem ajudado muito os artesãos, o pessoal da gastronomia e os pequenos produtores a planejarem a renda da família”, explica.
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