Gestores e técnicos de saúde de 15 municípios que compõem a Região de Saúde Teles Pires estão reunidos, nesta terça (7) e quarta-feira (8), no auditório da Faculdade Anhanguera, em Sinop.
O objetivo da força-tarefa é desenhar um diagnóstico único dos gargalos da saúde pública regional e pactuar estratégias integradas por meio do Projeto Saúde Redes — uma iniciativa nacional do Conselho Nacional de Secretários e Secretárias de Saúde (Conass) em parceria com o Ministério da Saúde.
O consórcio de planejamento busca otimizar o fluxo de encaminhamento de pacientes entre cidades de pequeno porte e os polos regionais, evitando a sobrecarga de hospitais e garantindo um atendimento descentralizado.
O mapa da Saúde na Região Teles Pires
A oficina de planejamento mobiliza representantes de uma das regiões que mais crescem economicamente em Mato Grosso. Estão representados no comitê os municípios de:
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Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum;
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Tapurah, Itanhangá, Ipiranga do Norte e Nova Ubiratã;
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Vera, Cláudia, Santa Carmem e União do Sul;
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Feliz Natal, Santa Rita do Trivelato e Boa Esperança do Norte.
O projeto, que conta com a consultoria técnica e o apoio do Hospital A.C. Camargo (referência nacional em oncologia e alta complexidade), está estruturado em três ciclos de desenvolvimento. Após uma fase inicial de coleta de dados começada no ano passado, o encontro atual marca o encerramento do primeiro ciclo: a definição de quais problemas crônicos receberão investimentos prioritários.
“O planejamento em saúde exige que os problemas prioritários sejam identificados para que possamos direcionar melhor as ações, os serviços e os investimentos. Conseguimos reconhecer as fragilidades e as potencialidades da região para construir soluções conjuntas. Neste ano, realizamos a análise da situação de saúde. No próximo ano, iniciaremos a etapa de implementação das ações planejadas”, explicou a ativadora regional do projeto, Ana Rebeca Portela.
Integração da Atenção Primária à Média Complexidade
Para as cidades polo, como Sinop, que absorvem a demanda de procedimentos especializados e exames de alto custo dos municípios vizinhos, a unificação dos sistemas é vista como uma saída para reduzir filas de espera.
O secretário de Saúde de Sinop, Érico Stevan, pontuou que o trabalho em bloco fortalece a rede como um todo: “Receber esta oficina é uma oportunidade para unir esforços, compartilhar experiências e construir soluções. Esse trabalho conjunto fortalece a rede regional”.
Na prática, as discussões pretendem reorganizar o papel da Atenção Primária (os postinhos de saúde de cada cidade) para que eles consigam resolver a maior parte dos quadros clínicos locais, encaminhando para os hospitais regionais apenas os casos estritamente necessários.
A coordenadora de Doenças Crônicas de Sinop, Thiara dos Santos, confirmou que as dinâmicas de grupo seguem até o fim da quarta-feira, quando será redigido o documento oficial com as metas e o plano de ação regional que guiará a aplicação de verbas e convênios a partir do início do próximo ano.
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