Uma facção criminosa suspeita de distribuir canetas emagrecedoras ilegais e outros medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi alvo de operação da Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrada na manhã desta segunda-feira (29).
A Operação Raleda cumpriu 35 ordens judiciais contra integrantes de duas facções rivais investigadas por homicídios, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de medicamentos em São José do Rio Claro e em outras cidades do estado.
Entre as ordens estão 27 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e locais de trabalho ligados aos investigados, além de cinco mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária.
Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro e Mirassol d’Oeste.
Segundo a Polícia Civil, os alvos são suspeitos de cometer homicídios a mando de líderes das facções.
Durante a investigação, os policiais também identificaram a atuação de grupos paralelos envolvidos em outros crimes, como comércio e porte ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de dinheiro, venda de medicamentos proibidos pela Anvisa e exercício ilegal da medicina.
As canetas emagrecedoras ilegais foram encontradas durante uma apreensão na capital. Também foram identificados medicamentos líquidos de aplicação intravenosa comercializados sem autorização sanitária.

Operação Raleda
A Operação Raleda faz parte da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, estratégia da Polícia Civil para combater a atuação de grupos criminosos em Mato Grosso.
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