Mais de 24 mil pessoas são procuradas após terremotos devastarem a Venezuela

Um site criado para ajudar na localização de pessoas desaparecidas após os terremotos que atingiram a Venezuela já reunia mais de 24 mil nomes até o início da tarde desta quinta-feira (25). A plataforma, criada por líderes da oposição venezuelana, é abastecida pela população e apresenta um número extraoficial, mas que revela a dimensão da tragédia.

Os dois terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorreram na noite de quarta-feira (24), com menos de um minuto de diferença, provocando destruição em diversas cidades do país.

Segundo o balanço oficial divulgado pelo governo da Venezuela, mais de 180 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. A expectativa, no entanto, é de que esse número aumente à medida que as equipes de resgate avancem nas áreas atingidas.

Equipes de regaste trabalham em busca de vítimas após terremotos na Venezuela. – Foto: Reprodução/CNN

O site de desaparecidos contabilizava mais de 24 mil registros por volta das 13h30 (horário de Brasília). Como o cadastro é feito por familiares e voluntários, o número não representa um balanço oficial, mas tem servido como ferramenta para reunir informações sobre pessoas que ainda não foram localizadas.

A tragédia ocorreu durante um feriado nacional, quando grande parte da população estava em casa. Os fortes tremores provocaram o desabamento de prédios e residências, principalmente na capital Caracas e em outras cidades do país.

Cerca de 500 equipes de emergência trabalham desde a noite de quarta-feira no resgate de vítimas presas sob os escombros.

Destruição causada pelos terremotos na Venezuela. - Foto: Reprodução/CNN
Destruição causada pelos terremotos na Venezuela. – Foto: Reprodução/CNN

Além dos danos causados pelos dois abalos principais, o governo venezuelano informou que ao menos 30 réplicas foram registradas nas horas seguintes. Os tremores também foram sentidos em cidades da região Norte do Brasil.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número de vítimas fatais ainda pode crescer significativamente. De acordo com a instituição, conforme as buscas avançarem, o total de mortos poderá chegar a 10 mil pessoas.

As operações de resgate seguem em andamento, enquanto autoridades e voluntários trabalham para localizar desaparecidos e prestar assistência às famílias afetadas.

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