O uso das famosas canetas emagrecedoras trouxe um novo desafio para clínicas de saúde: o aumento de pacientes com queda capilar. A médica endocrinologista Mariana Suzuki alertou que o perigo começa na forma como esses produtos são acessados pela população.
Segundo Suzuki, vendas clandestinas das canetas emagrecedoras aumentam o uso por pessoas sem acompanhamento médico adequado.
Já o cirurgião capilar Rafael Fitipaldi, além do risco da origem do produto, existe o impacto direto no metabolismo, já que o emagrecimento rápido faz com que o corpo altere suas prioridades, descartando funções não vitais como a manutenção do cabelo.
“Quando a pessoa tem emagrecimento rápido, o corpo entende que ele tinha reserva X de energia e essa reserva vem diminuindo. Então, até por uma questão de sobrevivência, ele prioriza funções vitais do corpo, que seriam, por exemplo, o coração bater, o cérebro pensar, o pulmão respirar… O cabelo, que é um acessório, ele acaba descartando, parando de gastar energia para priorizar as funções vitais”, explica Fitipaldi.
Mas, a boa notícia é que o processo é, em muitos casos, reversível. Para o cirurgião capilar, o diagnóstico correto e acompanhamento possibilita a recuperação da saúde dos fios.
Por isso, é imprescindível que a população não ignore os sinais dados pelo corpo, de forma a não sacrificar a saúde capilar, por exemplo, pelo peso na balança.
Ouça abaixo a explicação completa do especialista em entrevista ao jornal Primeira Página, na rádio Centro América FM:
Canetas emagrecedoras e queda capilar
▶ Ouça a reportagem completa:
– Fonte: Primeira Página
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