Mato-grossenses são presos com foragido da Interpol no Pará

Três mato-grossenses foram presos nessa quinta-feira (28), em uma fazenda de Cachoeira do Arari, no Arquipélago do Marajó, no litoral do estado do Pará, com um homem pernambucano foragido da International Criminal Police Organization, a Interpol, acusado de tráfico internacional de drogas.

Os presos de Mato Grosso são Marlon Felipe Pena de Oliveira, de 26 anos, de Vila Bela da Santíssima Trindade; Vitor Arruda de Paula, de 26 anos, de Juara; e Mayk Souza Nascimento, de 29 anos, de Nortelândia.

Mato-grossenses são presos por suspeita de tráfico internacional de drogas no Pará. – Foto: Polícia Militar do Pará

Segundo a Polícia Militar do Estado do Pará, com apoio de um drone, os policiais identificaram cinco homens na sede da fazenda. Durante a verificação de dados, foi constatado que o pernambucano Márcio Sérgio Correia Neves, de 37 anos, era procurado pela Interpol, acusado dos crimes de tráfico internacional de drogas e associação criminosa.

Dos mato-grossenses, Marlon Felipe tem passagem por receptação. Mayk Souza por homicídio, roubo e organização criminosa.

Para a polícia, os homens alegaram que realizavam manutenção de cercas, currais e reforma da sede da fazenda, porém nenhum reparo foi constatado no local. Também não foram encontrados materiais típicos dessa atividade, como arame, mourões, cimento, areia ou madeira.

Na sede da fazenda foram localizados dois quadriciclos, duas embarcações usadas recentemente, dezenas de baterias, grande quantidade de combustível, inversores de energia, ferramentas para manutenção de motores, eletrônicos e duas antenas Starlink modelo Mini.

Mato grossenses presos por suposto envolvimento com trafico interncaional no para foto policia militar do para 1
Materiais achados na fazenda onde foragido da Interpol foi preso com mato-grossenses. – Foto: Polícia Militar do Estado do Pará

Todos os presos vão passar por audiência de custódia na segunda-feira (1º). Em nota, a defesa dos suspeitos afirmou que tomou conhecimento da investigação e classificou como infundada a acusação de associação para o tráfico de drogas. Os advogados sustentam que, neste momento, não há elementos que justifiquem as prisões e disseram aguardar o andamento das investigações.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam para identificar e localizar outros possíveis envolvidos no caso. Os investigadores também apuram se o local era utilizado como rota do tráfico internacional de drogas entre o Brasil e a Europa.

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