Prefeita exonera servidores presos por corrupção no tapa-buracos em Campo Grande

Os servidores Mehdi Talayeh e Edivaldo Aquino foram exonerados da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) de Campo Grande após serem presos nesta terça-feira (12), durante a operação Buraco Sem Fim, que apura suposto esquema de corrupção na pasta. A exoneração foi assinada pela prefeita Adriane Lopes (PP) e publicada em edição extra do Diogrande nesta tarde (12).

Mehdi Talayeh (à esquerda), um dos alvos da operação, e a sede da Sisep. (Foto: Marcus Vinnicius/Rede Social)
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Também consta no documento as revogações de decreto onde Mehdi havia sido designado para desempenhar a função de Superintendente de Serviços Públicos, da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, com efeito, a partir da data de publicação.

O decreto que a prefeitura designou Edivaldo para desempenhar a função de Gerente de Manutenção de Vias também foi revogado.

Em nota, a prefeitura alega medidas que se fizerem necessárias serão adotadas no âmbito administrativo, e que acompanha o trabalho do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). Leia na íntegra:

“Sobre a ação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) nesta terça-feira, na Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), esclarecemos que se refere a contratos de manutenção de vias pavimentadas firmados desde 2017, em gestão passada.
A Sisep acompanha os trabalhos do Gecoc, de modo a colaborar com a lisura, transparência e esclarecimento dos fatos. Os servidores investigados estão sendo exonerados das funções a partir da data de hoje para que apresentem suas defesas.
Outras medidas que se fizerem necessárias serão adotadas no âmbito administrativo, para que os serviços de manutenção não sejam paralisados ou comprometidos em função dos acontecimentos.”

Nota a imprensa, Prefeitura de Campo Grande

Operação Buraco Sem Fim

Segundo o Ministério Público, a investigação que resultou na operação constatou a existência de uma organização criminosa que fraudou, sistematicamente, a execução do serviço de tapa-buraco em Campo Grande, por meio da manipulação de medições e de pagamentos indevidos.

As investigações revelaram pagamentos públicos por serviços que não foram realizados, resultando no “enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”.

Na lista de presos estão sete pessoas. São eles:

  • Edivaldo Aquino Pereira (ex-servidor da Sisep)
  • Mehdi Talayeh (servidor na Sisep);
  • Rudi Fiorese (diretor-presidente da Agesul)
  • Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (filho);
  • Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa (pai);
  • Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor licenciado da Sisep)
  • Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor licenciado da Sisep)

Procurada pela reportagem, a defesa dos investigados alegou que precisaria ter acesso aos autos para dar uma declaração a respeito do caso. 

“Assim que tiver acesso ao processo falamos. Não tive acesso aos autos”, advogado Ricardo Machado, defesa de Antonio Roberto Pedrosa.

“Sigo aguardando o acesso aos autos”, advogado Werther Sibut de Araújo, defesa de Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino.

“Ainda não tive acesso. Não sei nada sobre os fatos, não tenho como me manifestar”.advogado João Vitor Comiran, defesa de Mehdi Talayeh.

“Vou me inteirar dos assuntos e não me passaram se os clientes vão ser levados hoje para o Imol” advogado Fábio de Melo Ferraz, defesa de Erick Antônio Valadão de Paula e Fernando de Souza Oliveira.

A reportagem não encontrou a defesa de Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (filho).

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