Lei cria Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19 no Brasil

A data escolhida foi 12 de março, em referência à morte da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima da doença registrada no país, em São Paulo. O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.

Os grupos defendem a preservação da memória das pessoas que morreram durante a pandemia e cobram responsabilização de agentes públicos e profissionais que, segundo eles, contribuíram para a disseminação de desinformação sobre vacinas e tratamentos.

Lei define 12 de março Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. – Foto: Marcio James/Semcom/Arquivo

Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a condução da pandemia pelo governo anterior e afirmou que o país precisa reconhecer o impacto da desinformação no enfrentamento à crise sanitária. Ele citou a atuação de profissionais que indicaram tratamentos sem eficácia comprovada, como a cloroquina, e a propagação de informações falsas sobre vacinas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também destacou a importância da nova data para manter viva a memória das vítimas e estimular debates sobre a preparação do país para futuras emergências sanitárias. Segundo ele, a iniciativa deve servir não apenas como homenagem, mas como um momento permanente de reflexão sobre os cuidados com familiares afetados pela pandemia e sobre medidas necessárias para evitar novas tragédias.

No mês passado, o Ministério da Saúde lançou o Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, em homenagem às mais de 700 mil vítimas da covid-19 no Brasil. O espaço funciona no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde, reaberto após quase quatro anos de obras de recuperação, com investimento de cerca de R$ 15 milhões.

Vacinação

Durante a cerimônia, Padilha afirmou ainda que o Brasil tem recuperado os índices de vacinação nos últimos anos. De acordo com o ministro, o país encerrou 2025 com a melhor cobertura vacinal dos últimos nove anos, resultado da parceria entre governo federal, estados, municípios, conselhos e profissionais de saúde.

Segundo ele, as coberturas vacinais infantis, que estavam abaixo de 80% em 2023, atualmente estão acima de 90%.

Com informações da Agência Brasil.

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