Presídios de Mato Grosso registram 94 casos de tuberculose em tratamento, segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). Os casos estão concentrados em duas unidades prisionais: a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis (MT).
Conforme a pasta, a PCE tem 44 detentos em tratamento contra a doença. Já em Rondonópolis, são 50 casos registrados.
A confirmação dos números ocorre após o Sindicato dos Policiais Penais denunciar o avanço da tuberculose nas unidades prisionais e alertar para o risco de contaminação entre detentos e servidores. Inicialmente, a entidade havia apontado mais de 30 casos na Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis, além de registros na PCE.
Apesar do número de casos, a Sejus afirma que não há surto da doença no sistema prisional de Mato Grosso. Segundo a secretaria, os casos estão dentro do esperado para o ambiente prisional e seguem com acompanhamento médico e tratamento conforme os protocolos do Ministério da Saúde.
A pasta informou ainda que realiza ações de rastreio e diagnóstico em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da carreta da tuberculose.

A tuberculose é uma doença infecciosa que afeta principalmente os pulmões e é transmitida pelo ar, principalmente em ambientes fechados e sem ventilação adequada. Entre os sintomas estão tosse persistente, febre, suor noturno, cansaço e perda de peso.
O sindicato cobra mais testagens, isolamento dos casos suspeitos e melhores condições sanitárias nas unidades. Sobre a informação de que dois detentos estariam internados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a situação ainda está sendo checada.