Cuiabá registra salto de 78% nos casos de leishmaniose canina e alerta para limpeza de quintais

A Prefeitura de Cuiabá divulgou dados preocupantes sobre a saúde pública animal no primeiro trimestre de 2026, com foco no avanço da Leishmaniose Visceral Canina. De acordo com a Unidade de Vigilância em Zoonoses, a média semanal de casos confirmados subiu de 6,0 em 2025 para 10,7 em 2026, representando um crescimento de 78,3%. A doença, que também afeta humanos, já registrou uma confirmação em morador da capital este ano. A principal orientação das autoridades é o combate ao mosquito-palha através da eliminação de lixo e matéria orgânica, ambientes onde o vetor se reproduz.

Paralelamente, o município mantém o alerta para a Raiva, uma doença letal e sem cura. Até março, 436 pessoas foram atendidas nas unidades de saúde após contato com animais, e 66 delas precisaram do tratamento completo com soro e vacina devido à gravidade das mordidas.

No campo da prevenção animal, foram aplicadas 828 doses de vacina antirrábica. A Secretaria de Saúde reforça que a imunização deve ser anual e que tutores de animais com sintomas como emagrecimento e lesões na pele devem procurar a UVZ para testagem gratuita.

Além do atendimento clínico, a UVZ tem realizado investigações constantes em animais silvestres e morcegos para monitorar a circulação viral na cidade. A prefeitura destaca que a população pode contar com o suporte da UVZ de segunda a sexta-feira, além das parcerias com hospitais veterinários universitários.

Ressalta-se que o abandono ou maus-tratos a animais doentes é crime, e a colaboração da comunidade na limpeza de quintais e na vacinação é a estratégia mais eficaz para proteger tanto os pets quanto as famílias cuiabanas.

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