A morte da pequena Lauren Plácido Rodrigues Lima, de um 1 e 7 meses, é investigada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul em Campo Grande. A bebê morreu após sofrer ferimentos graves em um suposto atropelamento, cuja dinâmica ainda não foi esclarecida e levanta dúvidas entre familiares.
O bisavô da bebê, o soldador Milton Rodrigues de Oliveira, afirma que a falta de informações levou a família a procurar a polícia. “Eu quero saber o que aconteceu, certinho. Quem fez isso. Por que esconder?”, questionou.
Para ele, a versão apresentada até agora não é convincente. “Tá muito mal contada. Quem fez tem que pagar, doa a quem doer”, declarou.
Segundo relato registrado em boletim de ocorrência, a bebê estaria no colo do pai quando teria sido atingida por uma motocicleta conduzida por um amigo dele, que estaria empinando o veículo. A versão, no entanto, não foi confirmada oficialmente e é vista com desconfiança pelos familiares.
O avô paterno, o comerciante Gilberto Plaço dos Santos, também cobra esclarecimentos e critica o silêncio sobre o suposto responsável.
“O que eu não consigo entender é por que não falar quem fez isso. Não existe proteger alguém depois de uma situação dessas. A partir do momento que ele não fala quem foi, eu não acredito em mais nada”, completou.
Além das circunstâncias do possível acidente, a família relata preocupação com o estado de saúde da bebê antes da morte. Milton conta que insistiu para que a bisneta fosse levada novamente ao hospital após perceber sinais de dor.
“Quando eu peguei ela, ela falou: ‘dói demais, vovô’. Aquilo me desesperou”, disse.
Milton
Gilberto também afirma que encontrou a neta em estado grave ao visitá-la na unidade de saúde. “Não precisava ser médico para ver a situação que ela estava. Muito machucada”, relatou. Ele diz ainda que chegou a alertar a equipe médica. “Eu falei que aquilo tinha risco de vida”, afirmou.
A bebê foi atendida inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e encaminhada à Santa Casa de Campo Grande.
Na sexta-feira (27), recebeu alta médica, mas voltou a ser internada no sábado (28) à tarde, após piora no quadro clínico, e morreu horas depois.
A família também relata dificuldades para obter informações durante o atendimento. “Nós ficamos horas tentando ver ela e não deixaram. Simplesmente trancaram a porta”, disse o avô.
Apesar da comoção, os familiares afirmam que não suspeitam, inicialmente, de violência doméstica, mas reforçam a necessidade de investigação rigorosa.
“Eu não acredito que judiavam dela, mas quero a verdade sobre o que aconteceu”, declarou Gilberto.
Na manhã desta terça-feira (31), policiais da 2ª Delegacia realizaram diligências na região do bairro Nova Lima, onde o acidente teria ocorrido. A equipe busca imagens de câmeras de segurança e testemunhas que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.
Em nota, a Santa Casa informou que, “em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e ao princípio da inviolabilidade da intimidade e do sigilo das informações de saúde, não fornece dados ou esclarecimentos sobre atendimentos individuais de pacientes”.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a dinâmica do suposto atropelamento e as responsabilidades pela morte da bebê.