Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso capacita colaboradores internos sobre segurança da urna eletrônica e projeta Eleições Gerais de 2026

Visando preparar seu corpo funcional para o cenário de alta polarização e exigência técnica das Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou, nesta terça-feira (3 de junho), uma capacitação integrada sob o tema “Processo Eleitoral Brasileiro e a Urna Eletrônica”.

O evento, sediado no Plenário da Corte Eleitoral, reuniu 160 participantes, englobando desde servidores efetivos até colaboradores terceirizados, estagiários, vigilantes e adolescentes-aprendizes.

A coordenação dos trabalhos ficou a cargo da Escola Judiciária Eleitoral (EJE), braço pedagógico e de difusão científica do Tribunal, que estruturou a dinâmica para municiar quem atua no dia a dia do órgão com dados oficiais sobre a auditabilidade do voto.

Contexto histórico e o rito de votação para 2026

A conferência principal foi conduzida pelo coordenador de Soluções Corporativas da Justiça Eleitoral em Mato Grosso, Carlos Henrique Cândido. O especialista traçou uma linha do tempo detalhada partindo do período de redemocratização do país até a consolidação do ecossistema digital de votação, contextualizando o papel institucional dos colaboradores diante da sociedade civil.

Cândido aproveitou o fórum para repassar a engenharia das Eleições 2026, detalhando aos presentes a ordem obrigatória de inserção de dados no teclado do terminal do eleitor que será adotada em outubro:

  1. Deputado Federal (4 dígitos);

  2. Deputado Estadual (5 dígitos);

  3. Senador (3 dígitos);

  4. Governador (2 dígitos);

  5. Presidente da República (2 dígitos).

O coordenador alertou que a compreensão exata da sequência de cargos e do número de dígitos correspondentes é essencial para o suporte técnico nas seções. “Qualquer erro na sequência da escolha e na quantidade de dígitos impacta diretamente na escolha dos candidatos e, consequentemente, no resultado das eleições”, explicou.

Treinamento prático e combate a mitos sobre fraudes

De acordo com o diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, o foco principal é transformar cada funcionário do tribunal — independentemente de sua área de atuação — em um agente ativo de combate às notícias falsas (fake news). O dirigente apontou que o conhecimento básico sobre criptografia, assinatura digital e os testes públicos de segurança confere matéria-prima para que a equipe esclareça dúvidas de familiares, amigos e eleitores de forma coerente.

Ao final do painel teórico de duas horas, a Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) instalou seis urnas eletrônicas configuradas em modo de simulação/treinamento no Plenário. A dinâmica permitiu que o público interno testasse o preenchimento de dados, o fluxo de confirmação e as barreiras físicas do equipamento.

O secretário da STI, Leon Manoel Campos dos Santos Filho, enfatizou que a simulação prática solidifica o entendimento da segurança física do equipamento, que opera de forma isolada, sem qualquer conexão com a internet ou redes de dados sem fio. O formato prático foi elogiado por servidores recém-ingressados e prestadores de serviço da área de TI, como Yuri Rafael de Lima Santos e Carlos Henrique de Freitas Ribeiro, que ressaltaram estar agora mais aptos a responder de forma fundamentada aos questionamentos externos sobre a integridade das urnas e os mecanismos que impedem fraudes no processo de apuração.

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