No dia da eleição, quem fica na mesa receptora de votos não precisa apenas saber em qual botão apertar para liberar a urna.
O jeito de falar, o olhar e a forma de receber quem chega para votar fazem toda a diferença para garantir que o processo ocorra sem constrangimentos.
Pensando nisso, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso produziu um vídeo curto, de pouco mais de quatro minutos, que ensina na prática como os mesários devem agir para garantir um atendimento acolhedor e sem qualquer tipo de preconceito nas Eleições 2026.
O vídeo foi enviado diretamente para os grupos de WhatsApp dos voluntários convocados e também já está disponível no YouTube.
O que o mesário aprende no vídeo?
A produção usa exemplos simples de situações que acontecem toda hora no dia da votação:
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Nome social em primeiro lugar: Se a pessoa trans solicitou o nome social na Justiça Eleitoral, é por esse nome que ela deve ser chamada — sem olhares tortos ou questionamentos.
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Acessibilidade de fato: Como ajudar quem tem deficiência ou dificuldade de locomoção, explicando o uso do áudio na urna ou autorizando o acompanhante de confiança quando a lei permite.
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Respeito à diversidade: Dicas para atender bem indígenas, quilombolas, idosos e gestantes, além do alerta direto: brincadeiras, piadinhas ou comentários sobre a aparência e o jeito do eleitor estão fora de questão.
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Guarda-chuva da neutralidade: Tratar todo mundo bem, independentemente da roupa, da cor da pele, da religião ou da preferência política.
“Quem não quer ser bem tratado?”
A receptividade de quem vai trabalhar nas seções no dia da votação tem sido positiva. Para o servidor público Raphael Arruda, que será presidente de mesa no bairro Santa Isabel, em Cuiabá, o vídeo acerta ao falar de empatia de forma simples.
“Quem é que não quer ser tratado com respeito? O vídeo mostra que, no fundo, somos todos iguais e que precisamos agir de forma humana com qualquer pessoa que chegar para votar”, conta Raphael, que vai atuar como mesário pela quarta vez.
Já para o analista Marcelo Correia, que estreia como voluntário em uma seção no bairro Cidade Alta, a lição principal é separar a opinião pessoal do trabalho no dia: “A mensagem é clara: respeito vem antes de qualquer preferência. Nosso papel ali é incluir e fazer o eleitor se sentir bem acolhido.”
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