Taxa de homicídios de jovens em MT é 5 vezes maior que SP, aponta Atlas da Violência

Mato Grosso lidera o ranking de homicídios de adolescentes e jovens entre os estados do Centro-Oeste, segundo dados do novo Atlas da Violência, publicado nesta terça-feira (26). O levantamento mostra que o estado registrou taxa de 56,3 homicídios por 100 mil habitantes entre adolescentes de 15 a 19 anos, índice muito acima dos demais estados da região.

Segundo o Atlas da Violência, Mato Grosso é um dos 10 estados que mais mata jovens no Brasil. – Foto: Agência Brasil

No comparativo regional, Mato Grosso do Sul aparece com taxa de 16,3 homicídios por 100 mil habitantes, Goiás com 17,2 e o Distrito Federal com 6,2. O cenário coloca Mato Grosso como o estado mais violento para jovens no Centro-Oeste.

O Atlas também revela que o estado ocupa a sétima posição nacional em homicídios de jovens de 15 a 29 anos, com taxa de 57,2 mortes por 100 mil habitantes. O índice supera a média brasileira, que ficou em 42,2 homicídios por 100 mil jovens em 2024.

O estudo aponta ainda que a Bahia lidera o ranking nacional, com taxa de 114,7 homicídios por 100 mil jovens, enquanto São Paulo registrou o menor índice do país, com 10,7.

Cenário nacional

De acordo com o levantamento, entre 2014 e 2024, 301.825 jovens de 15 a 29 anos foram assassinados no Brasil, uma média de 75 mortes por dia. Apenas em 2024, 19.801 jovens perderam a vida de forma violenta.

Segundo o relatório, os jovens representam 46,5% de todas as vítimas de homicídio no país. Quando considerados os chamados “homicídios ocultos”, ou seja, casos não registrados oficialmente, a taxa nacional estimada sobe de 42,2 para 46,1 homicídios por 100 mil habitantes.

O documento destaca ainda que a violência contra jovens produz impactos que vão além das estatísticas criminais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, para cada jovem morto, muitos sobrevivem com sequelas físicas e psicológicas permanentes, afetando o desenvolvimento educacional, emocional e social.

Além das perdas humanas, o Atlas ressalta os efeitos econômicos da violência, já que as mortes atingem justamente a faixa etária com maior atividade na vida profissional e produtiva.

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