Super El Niño pode reduzir produtividade agrícola, mas manejo adequado pode transformar desafio em oportunidade em Mato Grosso

O avanço do chamado Super El Niño acende um alerta para o agronegócio brasileiro, especialmente para culturas estratégicas como soja e milho.

De acordo com o engenheiro agrônomo e especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal, Leandro Barcelos, o fenômeno climático pode provocar perdas médias de até 15% na produtividade nacional, dependendo da intensidade dos seus efeitos em cada região do país. Mato grosso, por outro lado, pode ganhar muito.

Segundo o especialista, os impactos não serão uniformes. Enquanto a região Sul deve enfrentar períodos de chuvas excessivas, áreas do Centro-Oeste, Nordeste e principalmente a região do Matopiba devem sofrer com veranicos prolongados e déficit hídrico.

“Historicamente, sempre se fala em perdas médias de 15% na produtividade brasileira em anos de El Niño, principalmente em soja e milho. Mas tudo depende da intensidade do fenômeno”, explica Barcelos.

Para Mato Grosso, no entanto, o cenário pode ser menos preocupante — e até favorável para alguns produtores. Barcelos destaca que propriedades que investiram em manejo de solo, correção química e melhoria da estrutura física podem não apenas reduzir os impactos climáticos, mas até registrar ganhos produtivos.

De acordo com ele, o principal diferencial estará na capacidade da planta em desenvolver um sistema radicular profundo e saudável, permitindo maior resistência tanto ao excesso quanto à falta de água.

“O grande segredo está na raiz. A raiz é a solução para praticamente todos os problemas relacionados ao estresse climático”, afirma.

Entre as práticas recomendadas estão a descompactação do solo, aplicação de gesso agrícola, uso de calcário, eliminação do alumínio tóxico em subsuperfície e investimento em plantas de cobertura, como sistemas integrados de milho com braquiária.

Barcelos explica que, em Mato Grosso, o maior problema nem sempre é a seca, mas sim o excesso de chuvas e de nebulosidade, fatores que podem comprometer o desenvolvimento das lavouras e dificultar a colheita.

Produtores que negligenciaram o preparo do solo podem enfrentar maiores dificuldades, mas, segundo o agrônomo, ainda há tempo para adotar medidas corretivas antes do período mais crítico da safra.

Além do manejo físico e químico do solo, o especialista recomenda atenção à nutrição vegetal preventiva, com foco em micronutrientes que ajudam a planta a combater o estresse oxidativo causado por altas temperaturas e escassez hídrica.

Entre os nutrientes mais importantes estão cobalto, zinco, manganês, ferro e níquel, além de enxofre e boro, essenciais para a produção de compostos antioxidantes que preservam a estrutura celular e mantêm a eficiência fotossintética da planta.

O uso de extratos de algas e aminoácidos também é apontado como uma ferramenta estratégica para aumentar a tolerância das lavouras aos extremos climáticos.

Para Barcelos, o momento exige planejamento e ação preventiva.

“Existe conhecimento, existe técnica e existe manejo. O clima pode ajudar ou prejudicar, mas não impede uma boa colheita. Quem fizer o dever de casa e trabalhar bem o solo poderá colher até mais do que em anos anteriores”, conclui.

DISPONÍVEL

Campo Novo do Parecis

109,30

0,55

Campos de Júlio

108,60

0,46

Ipiranga do Norte

108,55

-0,41

Lucas do Rio Verde

110,30

-0,27

Porto dos Gaúchos

106,20

-0,28

Primavera do Leste

116,20

-0,26

Tangará da Serra

108,40

0,37

EXPORTAÇÃO MAR/2027

Campo Novo do Parecis

108,15

-0,32

Campos de Júlio

114,46

-0,30

Ipiranga do Norte

108,70

-0,32

Lucas do Rio Verde

110,60

-0,31

Porto dos Gaúchos

120,58

-0,29

Primavera do Leste

114,47

-0,30

Tangará da Serra

107,73

-0,32

ESMAGAMENTO

Mato Grosso

1.282.455,51

0,00

FRETE GRÃOS

Campo Novo do Parecis – Paranaguá

503,75

0,00

Campo Novo do Parecis – Porto Velho

305,40

3,29

Campo Novo do Parecis – Rondonópolis

188,95

-2,09

Campo Novo do Parecis – Santos

512,50

1,08

Campo Verde – Alto Taquari

0,00

Campo Verde – Paranaguá

421,67

0,01

Campo Verde – Rio Verde

0,00

Campo Verde – Rondonópolis

98,33

0,85

Campo Verde – Santos

430,00

2,38

Canarana – Alto Araguaia

190,00

0,00

Canarana – Paranaguá

455,00

-1,09

Canarana – Santos

470,54

0,00

Canarana – Uberlândia

290,00

-2,25

Diamantino – Alto Taquari

0,00

Diamantino – Paranaguá

461,00

-0,87

Diamantino – Rondonópolis

161,00

-0,14

Diamantino – Santos

490,83

-1,05

Rondonópolis – Alto Taquari

0,00

Rondonópolis – Maringá

0,00

Rondonópolis – Paranaguá

391,67

1,57

Rondonópolis – Santos

405,00

1,25

Sapezal – Porto Velho

0,00

Sorriso – Alto Taquari

0,00

Sorriso – Cuiabá

140,00

0,00

Sorriso – Miritituba

334,26

0,88

Sorriso – Paranaguá

509,17

0,66

Sorriso – Rondonópolis

182,50

0,83

Sorriso – Santos

522,60

-1,14

ÁREA 25/26

Centro-Sul

899.079,17

-1,21

Mato Grosso

13.013.815,76

0,04

Médio-Norte

3.606.869,91

-0,63

Nordeste

2.648.209,86

-0,18

PRODUÇÃO 25/26

Centro-Sul

3.564.659,62

1,22

Mato Grosso

51.559.059,63

0,29

Médio-Norte

14.260.733,22

-2,34

Nordeste

10.417.258,50

-1,10

SEMENTE SOJA (sc)

TSI – Caixa Vigor

63,85

-0,97

TSI – Crop Star

63,16

-0,99

TSI – Fortenza Elite

115,50

0,00

TSI – Standak Top

60,72

-0,97

SEMENTE SOJA (bag)

Convencional

6.500,00

21,07

TSI – Avicta

2.419,31

-0,98

TSI – Caixa Vigor

1.596,20

-0,98

TSI – Crop Star

1.579,12

-0,98

TSI – Fortenza

2.337,50

0,00

TSI – Fortenza Elite

2.887,50

0,00

TSI – Standak Top

1.517,98

-0,97

DISPONÍVEL

Campo Novo do Parecis

42,05

-0,24

Campos de Júlio

42,00

-0,24

Ipiranga do Norte

38,30

-0,26

Lucas do Rio Verde

38,50

-0,26

Porto dos Gaúchos

37,30

-0,27

Primavera do Leste

43,70

-0,23

Tangará da Serra

42,80

-0,23

EXPORTAÇÃO JUL/2026

Campo Novo do Parecis

33,58

-1,53

Campos de Júlio

31,22

-1,63

Ipiranga do Norte

30,97

-1,65

Lucas do Rio Verde

33,08

-1,53

Porto dos Gaúchos

44,13

-1,16

Primavera do Leste

37,24

-1,37

Tangará da Serra

32,65

-1,55

FRETE GRÃOS

Campo Novo do Parecis – Paranaguá

503,75

0,00

Campo Novo do Parecis – Porto Velho

305,40

3,29

Campo Novo do Parecis – Rondonópolis

188,95

-2,09

Campo Novo do Parecis – Santos

512,50

1,08

Campo Verde – Alto Taquari

0,00

Campo Verde – Paranaguá

421,67

0,01

Campo Verde – Rio Verde

0,00

Campo Verde – Rondonópolis

98,33

0,85

Campo Verde – Santos

430,00

2,38

Canarana – Alto Araguaia

190,00

0,00

Canarana – Paranaguá

455,00

-1,09

Canarana – Santos

470,54

0,00

Canarana – Uberlândia

290,00

-2,25

Diamantino – Alto Taquari

0,00

Diamantino – Paranaguá

461,00

-0,87

Diamantino – Rondonópolis

161,00

-0,14

Diamantino – Santos

490,83

-1,05

Rondonópolis – Alto Taquari

0,00

Rondonópolis – Maringá

0,00

Rondonópolis – Paranaguá

391,67

1,57

Rondonópolis – Santos

405,00

1,25

Sapezal – Porto Velho

0,00

Sorriso – Alto Taquari

0,00

Sorriso – Cuiabá

140,00

0,00

Sorriso – Miritituba

334,26

0,88

Sorriso – Paranaguá

509,17

0,66

Sorriso – Rondonópolis

182,50

0,83

Sorriso – Santos

522,60

-1,14

ÁREA 25/26

Mato Grosso

7.392.353,37

0,00

Médio-Norte

2.628.128,06

0,00

PRODUÇÃO 25/26

Centro-Sul

3.317.713,51

2,52

Mato Grosso

53.349.392,13

1,32

Médio-Norte

19.807.457,33

2,72

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