Doze deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) votaram pela manutenção do veto do governo a uma proposta que previa reajuste de 6,8% nos salários dos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A votação ocorreu durante a sessão ordinária desta quarta-feira (7). Mesmo sob protestos, apenas seis parlamentares votaram pela derrubada do veto, número insuficiente para reverter a decisão. Com o resultado, o veto foi mantido.
Quiseram derrubar o veto
- Janaina Riva (MDB)
- Gilberto Cattani (PL)
- Faissal (PL)
- Lúdio Cabral (PT)
- Valdir Barranco (PT)
- Carlos Avallone (PSDB)
Não quiseram
- Dilmar Dal Bosco (União Brasil)
- Elizeu Nascimento (Novo)
- Juca do Guaraná (PSDB)
- Botelho (MDB)
- Dr. Eugênio (Republicanos)
- Max Russi (Podemos)
- Fábio Tardin (Podemos)
- Valmir Moretto (Republicanos)
- Chico Guarnieri (PSDB)
- Beto Dois a Um (Podemos)
- Nininho (Republicanos)
- Diego Guimarães (Republicanos)
Ausentes
- Paulo Araújo (Republicanos)
- Sebastião Rezende (União Brasil)
- Thiago Silva (MDB)
- Wilson Santos (PSD)
- Júlio Campos (União Brasil)
Tramitação na Casa de Leis
A votação havia sido marcada para dia 9 de setembro, após o TJMT anular a votação anterior que manteve o veto do governo ao projeto pelo fato de ter ocorrido de forma secreta e não nominal. A Justiça de Mato Grosso entendeu que o posicionamento de cada parlamentar deverá ser público.
A Justiça havia determinado que a ALMT incluísse a matéria na pauta e realizasse uma nova votação, de forma aberta, sob pena de multa que pode chegar a R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Com a decisão, os deputados estaduais teriam que votar novamente o veto, desta vez de forma aberta. Contudo, no dia agendado, por falta de quórum, a votação não ocorreu.
Em 9 de setembro, mesmo com ampla participação de servidores do Judiciário, que lotaram as galerias da Assembleia, apenas 9 deputados estavam presentes, enquanto eram necessários pelo menos 13 parlamentares para que o veto pudesse ser apreciado.

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