Mato Grosso pode ganhar em breve uma infraestrutura permanente de um dos maiores centros de pesquisa do país. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) está avaliando a criação de uma sede própria em Sinop, aproveitando a posição estratégica do campus da UFMT na transição entre o bioma amazônico e o Cerrado.
A discussão ocorre durante a VIII Reunião do Programa de Pesquisas em Biodiversidade (PPBio) e do INCT-CENBAM, que movimenta pesquisadores da região nesta segunda (8) e terça-feira (9). Para o diretor Henrique dos Santos Pereira, a expansão para Mato Grosso é uma prioridade estratégica.
O modelo de sucesso: Infraestrutura dentro dos campi
O INPA já utiliza, com sucesso, o modelo de instalação de infraestrutura dentro de universidades federais em estados como Acre, Rondônia e Pará. Segundo o diretor, Sinop apresenta as condições ideais para replicar esse projeto:
“Em Rio Branco, nossa infraestrutura funciona dentro do campus da universidade federal e esse modelo tem dado muito certo. Aqui em Sinop, isso pode facilitar a instalação de uma base do INPA no futuro próximo”, explica Pereira.
Monitoramento: Retomada das torres micrometeorológicas
Além da biodiversidade, o INPA quer ampliar a rede do programa LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia). A proposta é retomar a instalação de uma torre de monitoramento no sul da Amazônia, focada em estudar:
- Interações entre a floresta e a atmosfera.
- Impacto das mudanças no uso do solo.
- Emissões de gases de efeito estufa.
O que a parceria traz para a região?
Para a UFMT Sinop, a aproximação com o INPA significa um salto qualitativo nas oportunidades de ensino e pesquisa. A instalação de estruturas nacionais na região garante:
- Mais projetos integrados de rede nacional.
- Acesso privilegiado a dados científicos da Amazônia Meridional.
- Formação de recursos humanos especializados para o agronegócio e conservação.
Posição Estratégica
A escolha de Sinop não é por acaso. Situada no norte do estado, a cidade atua como uma zona de fronteira biológica e produtiva. Para o INPA, ter representatividade aqui é o “elo que faltava” para completar o desenho do monitoramento ambiental na região sul da Amazônia.
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