A Polícia Civil investiga uma servidora da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) suspeita de movimentar R$ 7 milhões em contas bancárias ao longo de três anos, durante a apuração de um esquema que teria causado prejuízo de R$ 1,1 milhão a uma colega de trabalho em Mato Grosso. A investigada, Fernanda Leite da Matta, e o servidor Deiwson Ortelhado são os principais alvos da Operação Laço Oculto, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
Conforme a investigação, a Polícia Civil solicitou o bloqueio de mais de R$ 3 milhões nas contas dos investigados, além do sequestro de veículos e outros bens para assegurar a reparação dos danos e dar continuidade às apurações.
De acordo com o delegado Hugo Abdon, o alto volume de recursos movimentados chamou a atenção dos investigadores. Segundo ele, a apuração busca identificar o destino do dinheiro. Conforme declarado pelo delegado, a Polícia Civil segue o rastreamento financeiro para esclarecer a origem e o fluxo das transações.
Segundo o boletim da investigação, o golpe teve início quando a vítima, considerada psicologicamente vulnerável, emprestou sua conta bancária a um colega de trabalho que alegava dificuldades financeiras. Posteriormente, os investigados teriam utilizado uma suposta armadilha emocional, afirmando que agiotas cobravam uma dívida vinculada ao CPF da servidora, acompanhada de ameaças para exigir pagamentos sucessivos.
Conforme apurado pela Polícia Civil, os valores pagos aumentaram ao longo de quatro anos. A vítima teria desembolsado R$ 18 mil no primeiro ano, R$ 300 mil no segundo, mais R$ 300 mil no terceiro e R$ 350 mil no quarto, totalizando R$ 968 mil durante o período investigado.
Ao todo, foram cumpridas 14 medidas judiciais em endereços de Cuiabá e Várzea Grande, com apreensão de carros e motocicletas pertencentes aos investigados. A Polícia Civil informou que a prioridade inicial foi recuperar o patrimônio da vítima e destacou que as condutas investigadas são de caráter individual e particular, sem relação direta com a estrutura ou contratos da SES-MT. As investigações prosseguem para identificar a destinação dos recursos e eventual responsabilização dos envolvidos.
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