Uma professora moradora de Lucas do Rio Verde foi vítima de um golpe de estelionato na tarde desta segunda-feira (20), perdendo R$ 3.390,00 após criminosos se passarem por seu advogado. O caso, registrado pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, expõe uma modalidade de fraude que utiliza dados de processos reais para enganar cidadãos.
A vítima possui uma ação judicial em andamento e foi contatada via aplicativo de mensagens por um suspeito que utilizava a foto e o nome do profissional que a representa juridicamente. Durante a abordagem, o golpista afirmou que o pagamento do processo havia sido liberado, mas exigiu um procedimento de “proteção de saldo” para supostamente evitar tributações do Imposto de Renda.
Encenação e Engenharia Social
Para dar aparência de legitimidade à fraude, um segundo criminoso entrou em contato com a professora, apresentando-se como representante de um tribunal de justiça. Ele reforçou as orientações do suposto advogado, pressionando a vítima a realizar a transação financeira rapidamente.
Sem desconfiar da encenação, a professora acessou um link enviado pelos criminosos e realizou a transferência do valor para uma conta virtual. O montante foi imediatamente retirado via PIX para a conta de uma empresa desconhecida. Ao perceber a movimentação suspeita, a vítima entrou em contato com o verdadeiro advogado, que confirmou não ter solicitado nenhum valor e alertou que outros clientes podem estar na mira dos golpistas.
Alerta da Polícia e do Judiciário
O “golpe do falso advogado” tem se tornado comum em Mato Grosso. Criminosos monitoram o Diário da Justiça, identificam nomes de partes em processos que tiveram decisões favoráveis e criam perfis falsos para solicitar pagamentos de “taxas de liberação” ou “custas processuais” inexistentes.
As autoridades e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recomendam:
- Confirmação Direta: Nunca realize pagamentos baseados apenas em mensagens de texto. Ligue para o número oficial do escritório ou vá pessoalmente ao local;
- Taxas Judiciais: Tribunais não solicitam depósitos via PIX em nomes de terceiros ou empresas privadas;
- Links Suspeitos: Não clique em links enviados por números desconhecidos, mesmo que tragam informações que pareçam reais sobre o seu processo.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Lucas do Rio Verde, que trabalhará no rastreamento da conta bancária utilizada para receber o valor. A reportagem, fundamentada nos boletins da Polícia Civil, reforça a importância do registro imediato da ocorrência para possibilitar o bloqueio de contas laranjas.
Google Notícias
Siga o CenárioMT
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.