A produção de carnes no Brasil deve se manter em patamar elevado em 2026, com estimativa de alcançar cerca de 33,38 milhões de toneladas, considerando as cadeias de aves, suínos e bovinos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desempenho é puxado, principalmente, pela expansão da avicultura e da suinocultura, que seguem em ritmo de crescimento e sustentam o bom momento do setor.
Juntas, as produções de carne de frango e suína devem ultrapassar a marca de 22 milhões de toneladas, atingindo o maior volume da série histórica. O avanço reflete tanto o aumento da demanda, interna e externa, quanto os ganhos de produtividade nas granjas e a abertura de novos mercados para exportação.
Na suinocultura, a projeção indica crescimento próximo de 4% em relação ao ano anterior, com produção estimada em 5,88 milhões de toneladas. O rebanho também deve atingir nível recorde, o que reforça a expectativa de maior oferta. As exportações tendem a avançar, podendo chegar a cerca de 1,58 milhão de toneladas, enquanto o mercado interno também deve absorver mais produto, com aumento da disponibilidade.
A avicultura segue como destaque entre as proteínas. A produção de carne de frango deve superar 16 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais. As exportações continuam em trajetória de alta, favorecidas pelas condições sanitárias do país, com estimativa de crescimento e embarques acima de 5 milhões de toneladas. No mercado doméstico, a oferta também deve crescer, sustentando o consumo.
Já a carne bovina deve apresentar uma leve retração na produção, estimada em cerca de 11,3 milhões de toneladas, movimento associado ao ciclo pecuário. Mesmo assim, o volume permanece entre os maiores já registrados no país. As exportações devem seguir em nível elevado, embora com ajustes ao longo do ano, influenciadas por fatores como restrições comerciais e mudanças no mercado internacional.
No conjunto, o cenário aponta para uma produção robusta de proteínas animais, com destaque para aves e suínos, enquanto a bovinocultura passa por um momento de acomodação após recordes recentes. A combinação de demanda firme, ganhos de eficiência e presença consolidada no comércio exterior mantém o Brasil como protagonista no mercado global de carnes.
Além das carnes, a produção de ovos também deve crescer, com previsão de mais de 51 bilhões de unidades, ampliando a oferta e reforçando o bom desempenho da cadeia avícola.
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